Na manhã de sábado (21), um efetivo de mais de 70 policiais foi mobilizado para cumprir 26 mandados de recaptura de 26 réus ligados a facção Comando Vermelho, acusados de participação na onda de ataques ocorridos no mês de janeiro em 2025, na cidade de Porto Velho.
O réus foram processados em ação decorrente da Operação Escudo de Rondônia, mas respondiam em liberdade provisória. Em nota, o Ministério Público de Rondônia comunicou que os réus foram recapturados, e deverão aguardar o julgamento em regime fechado.
Segundo o MP, os 26 réus respondiam em liberdade provisória por decisão do Juízo em primeira instância, que aplicou medidas cautelares alternativas após o término dos interrogatórios dos principais acusados de integrarem a cadeia de comando apontada pela autoria intelectual dos ataques. Mas a medida foi suspensa liminarmente pelo "Desembargador Relator da Medida Cautelar manejada pelo Gaeco".
Relembre o caso
A operação escudo de rondônia foi lançada pela polícia civil em agosto de 2025 para prender suspeitos ligados a uma facção criminosa que estaria por trás da onda de ataques ocorridos em vários municípios do estado com pelo menos 10 vítimas fatais. O estopim dos conflitos foi o assassinato do policial militar Fábio Martins.
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De acordo com a polícia, os ataques foram ordenados de dentro e fora do sistema prisional. Uma das ordens veio de uma liderança criminosa presa em Catanduvas, no Paraná.
Na época, mais de 130 policiais foram mobilizados para o cumprimento de 31 mandados de prisão e 23 de buscas em residências localizadas em Porto Velho, Ariquemes, Guajará-Mirim, Ouro Preto D’Oeste, Mirante da Serra, Jaru e Catanduvas (PR).
De acordo com a investigação, a facção foi responsável por atacar prédios públicos e bens do governo, incendiar ônibus escolares, caminhões e carros de empresas, e assassinar o policial militar Fábio Martins de Andrade Cardoso, no condomínio Orgulho do Madeira.
A operação contou com o Ministério Público e com a Secretaria de Justiça de Rondônia.
Portal SGC