Um idoso de 56 anos foi resgatado por policiais militares na manhã desta segunda-feira (6), após ser vítima de cárcere privado, extorsão e ameaças na região central de Porto Velho (RO).
A ocorrência teve início após funcionários de uma agência bancária, localizada na Avenida Sete de Setembro, acionarem a Polícia Militar. Segundo relatos, o homem entrou no local pedindo ajuda e afirmou estar sendo coagido por um suspeito que o aguardava do lado de fora.
Durante a abordagem, os policiais identificaram o suspeito, um apenado de 27 anos que utilizava tornozeleira eletrônica. Com ele, foi encontrada uma porção de substância semelhante à maconha.
Enquanto a equipe realizava os procedimentos, o idoso passou mal e caiu na área externa da agência. Ele foi socorrido por uma equipe do SAMU e encaminhado ao Hospital João Paulo II.
Crime começou dias antes
De acordo com o relato da vítima, o crime teve início na última quinta-feira (2), quando foi abordado pelo suspeito em frente a outra agência bancária, na Avenida Amazonas.
Sob graves ameaças de morte, o idoso foi obrigado a sacar R$ 1.068,00 e entregar o valor ao criminoso. Em seguida, foi forçado a entrar em um carro de aplicativo, com os olhos vendados, sendo levado para um local desconhecido.
Ainda conforme o depoimento, ele permaneceu em cárcere privado até a manhã desta segunda-feira, em condições precárias, dormindo sobre papelões e com alimentação insuficiente.
Cativeiro foi localizado
Durante as diligências, os policiais foram até o endereço indicado pelo suspeito e localizaram um barraco de madeira, do tipo palafita, com características compatíveis com o relato da vítima.
No local, foram encontrados papelões e um tapete usados como acomodação. Moradores confirmaram que o apenado estava no imóvel desde o dia 2 de abril acompanhado do idoso, que permanecia no local e saía apenas para se alimentar.
Diante das evidências e das contradições apresentadas pelo suspeito, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes.
A vítima segue sob cuidados médicos devido ao estado de saúde fragilizado após os dias em cativeiro.
Portal SGC