Uma mulher que se passava por advogada e servidora do Tribunal de Justiça para aplicar golpes foi presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) no último sábado, 18, em Duque de Caxias (RJ). Segundo a polícia, uma das vítimas da fraude sofreu prejuízo de R$ 53 mil.
A investigação revelou que a falsa advogada usava nomes de magistrados ou de chefes de gabinete para aparentar legalidade às fraudes. A golpista também dizia ter influência no Judiciário e atraía as vítimas dizendo que poderia facilitar decisões em processos.
Em outros casos, a golpista prometeu vantagens em um processo em que a vítima estava sendo julgada. O cliente fez um depósito de R$ 53 mil na conta dela.
Após denúncias, a polícia passou a investigar o caso e identificou a falsa advogada. No sábado, 18, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. No local, policiais apreenderam materiais que comprovam o crime, além de celulares, computadores, tablet e um token digital para uso de advogados.
Agentes da 61ª DP afirmam que outras vítimas podem ter sido lesadas pelo mesmo esquema. Por isso, a Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia mais próxima para fazer o registro de ocorrência.
A falsa advogada continua presa preventivamente e responde pelo crime de estelionato.
Em nota, a OAB de Duque de Caxias repudiou a conduta da mulher. "A OAB/DC reitera que não tolerará a usurpação da profissão ou o uso indevido do nome do Judiciário para fraudes. Acompanharemos de perto o caso para garantir a devida responsabilização penal. A advocacia é pilar da justiça, e não admitiremos que seja usada como instrumento de fraude", disse em nota publicada nas redes sociais.
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