O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia por feminicídio contra um guarda municipal de 33 anos suspeito de matar a tiros a companheira, de 36 anos, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma irritação do agressor após a vítima decidir pintar as unhas, ato que o suspeito interpretou como sinal de traição. O assassinato ocorreu no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e foi presenciado pela filha do casal, de oito anos.
Conforme a denúncia, o guarda municipal utilizou uma pistola calibre 9mm para efetuar um disparo à queima-roupa na região do olho esquerdo da vítima. No momento do crime, a mulher estava sentada no sofá da residência da família.
Após o disparo, o homem teria tentado manipular a cena do crime. De acordo com o MPMG, ele arrastou o corpo da vítima até o carro e a levou a um hospital sob a alegação de que ela teria cometido suicídio. A investigação aponta ainda que o denunciado ameaçou a própria filha para que a criança não revelasse a verdade aos familiares ou às autoridades policiais.
O acusado já se encontra preso. Na denúncia, o MPMG solicita a perda do cargo público do guarda municipal, a destituição do poder familiar em relação à filha e a indenização por danos morais e materiais à criança.
A promotoria enquadrou o crime com diversas qualificadoras, incluindo motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e crime praticado na presença de descendente.
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