Familiares e amigos de Ueliton , de 44 anos, realizaram um protesto em frente ao Departamento de Flagrantes, em Porto Velho, na noite deste domingo (21), para cobrar justiça pela morte da vítima, esfaqueada durante uma discussão na zona Sul da capital.
Com cartazes, palavras de ordem e em clima de forte comoção, os manifestantes pediram a prisão do homem apontado pela Polícia Militar como autor do crime. A indignação aumentou após a confirmação de que o suspeito foi liberado depois de prestar depoimento, já que não estava mais em situação de flagrante e ainda não havia mandado de prisão expedido pela Justiça.
O caso aconteceu na noite de sábado (20), quando Ueliton participava de uma confraternização regada a bebidas alcoólicas na casa de uma amiga. Segundo testemunhas, uma discussão entre a vítima e o suspeito evoluiu para agressões. Durante o desentendimento, Ueliton teria utilizado uma cadeira plástica para atacar o outro homem, que, em seguida, foi até a cozinha, pegou uma faca e desferiu quatro golpes contra a vítima.
Mesmo gravemente ferido, Ueliton conseguiu deixar o imóvel, entrou em seu veículo e tentou buscar socorro. No entanto, perdeu o controle da direção e colidiu contra uma defensa metálica na Rua Geraldo Siqueira, esquina com a Rua Capitão Sílvio.
A vítima foi socorrida por uma equipe do SAMU e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Após diligências, a Polícia Militar localizou o suspeito na noite de domingo. Conforme a ocorrência, ele confessou ter cometido o crime, mas apresentou uma versão diferente da motivação apontada pelas testemunhas, afirmando que a briga teria sido motivada por um desentendimento relacionado a uma obra, e não por comentários envolvendo a esposa da vítima.
Apesar da confissão, o investigado foi liberado após ser ouvido pela autoridade policial. De acordo com a legislação, o período de flagrante já havia expirado e não havia mandado de prisão preventiva em vigor.
A investigação foi assumida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá concluir o inquérito e adotar as medidas judiciais cabíveis.
Durante o protesto, familiares afirmaram que não aceitarão que o caso fique impune e pediram rapidez nas investigações e na eventual decretação da prisão do investigado.
Portal SGC.