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Julgamento do cabo Elder: PM acusado de matar colega com tiros na cabeça vai a júri popular em Porto Velho

Após mais de três anos do crime, acusado será submetido ao Tribunal do Júri; família da vítima aguarda decisão da Justiça.


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Depois de mais de três anos de espera, o caso que resultou na morte do cabo da Polícia Militar Elder Neves de Oliveira finalmente será levado ao Tribunal do Júri. O policial militar Thiago Gabriel Levino Amaral, apontado pelo Ministério Público como autor do homicídio, será julgado na próxima quarta-feira (8), em Porto Velho.

O julgamento é aguardado com expectativa por familiares, amigos e colegas de farda da vítima, que desde janeiro de 2023 acompanham o andamento do processo e esperam uma definição da Justiça sobre o caso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o cabo Elder Neves de Oliveira foi morto com dois disparos na cabeça. As investigações apontam que o crime teria sido motivado por um desentendimento ocorrido entre os dois policiais durante uma confraternização realizada semanas antes do homicídio.

Segundo relatos de testemunhas, após ser repreendido pelo cabo Elder durante o encontro, o acusado teria afirmado que mataria o colega, circunstância que passou a integrar o conjunto de provas analisadas durante a investigação.

Em depoimento, Thiago Gabriel Levino Amaral declarou que havia ingerido bebida alcoólica e medicamentos na noite do crime. O policial afirmou ainda que não se recorda do ocorrido e que somente tomou conhecimento da morte de Elder quando já estava na Corregedoria da Polícia Militar.

Ao pronunciar o réu para julgamento pelo Tribunal do Júri, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri entendeu que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso seja apreciado pelos jurados. O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado até a realização da sessão de julgamento.

Durante a fase processual, a defesa solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental e pediu a exclusão das qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Os pedidos, no entanto, foram negados pelo Judiciário nesta etapa da ação.

Com isso, o réu será julgado pelas qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Caberá ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição do acusado.

 Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2023. Conforme as investigações, os dois policiais militares estavam em um estabelecimento quando disparos de arma de fogo foram efetuados.

Mesmo gravemente ferido, o cabo Elder Neves de Oliveira ainda conseguiu conduzir sua caminhonete por alguns metros. Em seguida, perdeu o controle da direção, colidiu contra um veículo estacionado e parou sobre a calçada.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e encontraram o policial inconsciente. As equipes de socorro prestaram atendimento no local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Desde então, familiares acompanham todas as etapas do processo judicial. O julgamento marcado para esta semana representa um momento decisivo para o caso e deverá definir a responsabilidade criminal do acusado pela morte do cabo da Polícia Militar.


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