O pai da bebê Helena, de 10 meses, usou as redes sociais nesta sexta-feira (17/7) para responsabilizar a mãe da criança pela morte da filha. A manifestação ocorre após a Polícia Civil do Ceará (PCCE) descartar a hipótese de estupro e passar a investigar o caso como homicídio culposo.
O pai da bebê Helena, de 10 meses, usou as redes sociais nesta sexta-feira (17/7) para responsabilizar a mãe da criança pela morte da filha. A manifestação ocorre após a Polícia Civil do Ceará (PCCE) descartar a hipótese de estupro e passar a investigar o caso como homicídio culposo.
"Hoje eu escrevo essas palavras com o coração despedaçado. Nunca imaginei que um dia precisaria me despedir da minha filha de apenas 10 meses", escreveu.
O pai afirmou que Helena estava sob os cuidados da mãe, Ysabelle Rodrigues, na noite em que morreu. Segundo ele, a mulher teria levado a bebê para uma reunião onde havia pessoas consumindo bebidas alcoólicas.
"Minha filha estava na responsabilidade dela. Minha filha tinha apenas 10 meses. Ysabelle levou minha filha para um ambiente onde só tinha pessoas alcoolizadas", declarou.
Na publicação, ele também afirma que a bebê foi deixada sozinha em um quarto enquanto a mãe permanecia na sala do apartamento. "Ela tinha que manter a segurança e a integridade física. Ao invés disso, estava na sala do apartamento e deixou minha filha dentro de um quarto onde minha filha foi morta", escreveu.
Em outra parte do relato, o pai disse que familiares da mulher teriam alertado para que ela não levasse Helena ao local. "A própria mãe dela avisou para não levar minha filha para aquele ambiente, que não era adequado, e mesmo assim ela levou a pequena Helena", afirmou.
Ele também criticou versões divulgadas sobre o caso e acusou a mãe de tentar se eximir da responsabilidade. "Ela está tentando se isentar da culpa. Pelo contrário, ela tem total culpa do acontecido", escreveu.
Perícia descarta estupro
A morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, na última segunda-feira (13/7), em Fortaleza (CE), foi causada por asfixia. O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), divulgado nesta sexta-feira (17/7), descarta a suspeita de estupro e diz que a bebê Helena Almeida teria morrido asfixiada.
"Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual", informou a SSPDS, em nota, nesta sexta (17).
Em nota, a Polícia Civil do Ceará afirmou que as prisões em flagrante de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, que tinha um relacionamento com a mãe da vítima, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo dele, foram realizadas com base em um relatório elaborado pela equipe médica do hospital particular onde a bebê foi atendida.
O documento, assinado por quatro médicos emergencistas pediátricos e dois cardiologistas, apontava indícios compatíveis com violência sexual, o que motivou a autuação inicial.
Com a conclusão da perícia oficial e o avanço das diligências, a Polícia Civil reclassificou o caso e passou a investigá-lo como homicídio culposo, afastando, até o momento, a hipótese de abuso sexual.
"Após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando, com base nos laudos periciais, a ocorrência de violência sexual contra a criança", informou a PCCE.
Morte da bebê Helena
Helena morreu na segunda-feira (13/7), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital de Fortaleza.
Em depoimento à polícia, a mulher relatou que percebeu que a filha passava mal durante uma confraternização realizada em um apartamento e acreditou que a bebê estivesse engasgada. Ela decidiu levá-la ao hospital, onde a criança morreu.
Inicialmente, a equipe médica identificou lesões consideradas compatíveis com violência sexual e acionou a Polícia Civil. A partir dessa avaliação clínica, o caso passou a ser tratado como estupro de vulnerável seguido de morte.
No dia da morte da bebê, foram presos Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado pela mãe como seu "ficante", e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo dele.
Segundo a Polícia Civil, ambos foram levados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) apresentando sinais de embriaguez. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.
Os dois seguem presos em celas separadas, por questões de segurança.
Em depoimento, Ysabelle Rodrigues afirmou que conheceu Francisco Ray poucos dias antes dos fatos. Segundo ela, participou de uma festa de aniversário de familiares dele e, em seguida, foi convidada para uma confraternização em um apartamento no bairro Dionísio Torres.
A mãe contou que dormia em uma rede com a filha, mas decidiu levar a bebê para um quarto por causa da tosse provocada pelo ar-condicionado. Ela afirmou que, após uma discussão com Roberto Levy, perdeu a consciência.
Ao acordar, disse ter encontrado Helena em outra posição e relatou ter visto Roberto Levy sobre a criança. Segundo o depoimento, ela o empurrou, pegou a filha e saiu pedindo ajuda, acreditando inicialmente que a bebê havia se engasgado.
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