Rondônia

Risco de acidentes com animais peçonhentos aumenta no período das chuvas em Rondônia

Período de maior intensidade de chuvas aumenta aparecimento de animais peçonhentos em áreas urbanas e rurais


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O período de chuvas intensas em Rondônia, marcado pelo chamado inverno amazônico, amplia a circulação de animais peçonhentos e aumenta o risco de acidentes que, em alguns casos, já resultaram em mortes no estado. Serpentes, escorpiões, aranhas e lacraias deixam áreas alagadas e avançam para quintais, garagens e residências, deixando a população em alerta.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram que mais de 150 acidentes envolvendo animais peçonhentos ocorreram entre janeiro e setembro de 2023, com serpentes responsáveis pela maioria dos ataques. Em Porto Velho, entre janeiro e outubro de 2025, foram registradas 194 ocorrências.

Segundo a Sesau, espécies como jararacas e cascavéis concentram boa parte dos casos, enquanto escorpiões e aranhas aparecem com maior frequência em locais úmidos, áreas com entulho e ambientes que acumulam materiais. O Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia aponta que o deslocamento desses animais ocorre porque a água invade seus habitats e os força a buscar espaços secos, muitas vezes ocupados por humanos.

Em algumas regiões do estado, acidentes envolvendo serpentes já resultaram em mortes, sobretudo em áreas rurais onde o acesso ao atendimento médico é limitado. O veneno pode causar insuficiência respiratória, necrose e outras complicações quando o soro antiofídico não é aplicado rapidamente.

Autoridades de saúde e defesa civil reforçam medidas de prevenção para reduzir riscos: manter quintais limpos, evitar acúmulo de materiais, utilizar luvas e botas em áreas de risco e procurar atendimento médico imediato após qualquer acidente, sem recorrer a métodos caseiros. A Prefeitura de Porto Velho e o Corpo de Bombeiros intensificam ações de conscientização, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis.

O avanço do período chuvoso transforma um fenômeno climático recorrente em ameaça concreta à segurança pública. Em Rondônia, os números indicam um cenário que exige vigilância constante e políticas permanentes de prevenção, essenciais para evitar que encontros fortuitos com animais peçonhentos terminem em novas tragédias.


Portal SGC

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