A cobrança de pedágio na BR-364, em operação desde 12 de janeiro, está elevando os custos operacionais de feirantes e pequenos produtores rurais em Rondônia. O novo custo fixo de transporte começa a ser repassado aos preços de hortaliças, frutas e outros alimentos nas feiras populares.
A implementação das praças de cobrança afeta diretamente quem depende da rodovia para escoar a produção. Muitos feirantes e agricultores familiares atravessam mais de um ponto de pedágio por semana para chegar aos centros urbanos, trajeto essencial para a comercialização. O impacto não é pequeno, e quem vem de municípios mais distantes da capital enfrenta mais de uma barreira de cobrança.
A situação levanta questões sobre a redução da margem de lucro do produtor e a sustentabilidade de se manter os preços sem alteração para o público final. Nas barracas, os consumidores já percebem a diferença.
O efeito já é visível até em produtos que vêm de fora do estado. Uma feirante, que não quis gravar entrevista, relatou que produtos como farinha de mandioca e castanhas, trazidos do Ceará, já tiveram reajuste. Além do pedágio, eles pagam o frete, e o aumento é considerado inevitável. A farinha, por exemplo, que era vendida a R$ 10 o quilo, já está custando R$ 12.
Enquanto produtores fazem as contas para tentar minimizar os prejuízos, os consumidores se preparam para pagar mais caro pelo alimento que vem direto do campo para a mesa.
Natália Figueiredo - Portal SGC