Rondônia

Banda do Vai Quem Quer entra na fase final de preparativos para desfilar do dia 14 de fevereiro, sábado

Siça Andrade reforça convite para desfile seguro, enquanto vendas de abadás seguem a todo vapor na sede e supermercados Nova Era


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Siça Andrade reforça convite para desfile seguro, enquanto vendas de abadás seguem a todo vapor na sede e supermercados Nova Era

A contagem regressiva começou: faltam 15 dias para a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ) arrastar multidões pelas ruas da capital. Considerado um ponto de encontro entre gerações e um pilar da cultura local, o bloco entra na fase final de preparativos. A meta da organização é clara: entregar um desfile seguro e memorável, reafirmando a tradição da BVQQ como a maior celebração de alegria da Região Norte.

"Este é um dia de celebração e confraternização. Para a Banda, nossa maior prioridade é que o folião se divirta e retorne para casa em total segurança. O convite é este: vamos levar alegria e paz para a avenida, garantindo que o Carnaval seja, acima de tudo, um espetáculo de harmonia", afirmou Siça Andrade, presidente da agremiação.

Siça lembrou ainda que as vendas de abadás seguem a todo vapor na sede-museu (Rua Joaquim Nabuco, 2368 - Centro), das 8h às 18h, e em todas as unidades da rede Nova Era Supermercados. O investimento é de R$ 100 (dinheiro, Pix ou cartão de crédito). "Óbvio que a banda é para todos, mas para quem não abre mão do conforto e da segurança durante todo o trajeto do desfile no dia 14, sábado de Carnaval, o abadá garante a participação dentro do cordão de isolamento, ao som das nossas famosas marchinhas", observou a presidente.

Uma história que atravessa gerações

Para a foliã Paula Soles, a BVQQ é um arquivo vivo de memórias e a receita oficial de sua felicidade. Prestes a completar 69 anos em abril, ela se prepara para o seu quinto ano consecutivo desfilando com fantasias elaboradas, feitas manualmente, mantendo viva uma chama que começou décadas atrás.

A ligação de Paula com o bloco vai além da música. Ela recorda com saudade o início da Banda, quando seu falecido esposo e o fundador, Manoel da Costa Mendonça, o eterno "Manelão", dividiam o trabalho e a amizade. "Meu esposo era muito amigo do Manelão. Naquela época, ele ajudava a montar toda a estrutura dos barris de caipirinha no caminhão para servir os brincantes", relembra Paula. Mesmo após a partida do marido, ela não deixou a peteca cair. Hoje, ela transforma a saudade em confete e alegria, provando que o Carnaval é, acima de tudo, um reencontro com a própria história.


A magia das fantasias

Embora participe da folia há muitos anos, foi nos últimos quatro que Paula decidiu inovar. Já deu vida à Emília, Frozen, Minnie e Branca de Neve. Para o desfile deste ano, o figurino é guardado a sete chaves. "Gostaria que fosse surpresa!", brincou a foliã. "A Banda para mim é tudo. Sou uma mulher feliz, e quando estou ali, fico mais feliz ainda. Lá [no desfile], a gente esquece de todos os problemas", acrescentou.

Sobre a Banda

Celebrando 46 anos de história em 2026, a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ) é um pilar da cultura popular da capital rondoniense. Ao longo das décadas, a agremiação tem mantido viva a tradição do Carnaval de rua e contribuído para a valorização das marchinhas, encantando gerações de foliões. É considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Rondônia (Lei nº 105/2019) e do Município de Porto Velho (Lei nº 3.840/2019).

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