A rede municipal de saúde de Porto Velho registrou um número preocupante de faltas em consultas e atendimentos agendados no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), mais de 12 mil pacientes deixaram de comparecer às unidades sem aviso prévio entre janeiro e março deste ano.
O levantamento aponta que foram contabilizadas exatamente 12.161 ausências no período, o que representa uma média superior a 135 faltas por dia. Na prática, quase seis consultas deixam de ser realizadas a cada hora, gerando impacto direto na organização dos atendimentos e no aproveitamento das vagas disponíveis na rede pública.
Entre as unidades com maior índice de absenteísmo, o Caps AD aparece no topo da lista, com 1.187 faltas registradas. Em seguida está o Caps do Município de Porto Velho Três Marias, com 905 ausências. Também figuram entre os maiores números a Unidade de Saúde da Família Agenor de Carvalho, com 662 faltas, a USF Castanheiras, com 659, e a USF Três Marias, que registrou 617 pacientes ausentes no período.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, o não comparecimento sem comunicação prejudica diretamente outras pessoas que aguardam atendimento na fila do sistema público.
> "Cada consulta perdida representa uma oportunidade que deixa de ser utilizada. Quando o paciente não puder comparecer, é importante avisar a unidade com antecedência para que essa vaga possa ser reorganizada e disponibilizada para outra pessoa", destacou a secretária.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, também reforçou a importância da participação da população para melhorar a eficiência do atendimento na rede municipal.
> "Estamos trabalhando para ampliar e otimizar os atendimentos em toda a rede municipal de saúde. O apoio da população, comparecendo às consultas agendadas ou informando previamente a ausência, contribui diretamente para um atendimento mais eficiente e organizado", afirmou.
Além de causar desperdício de vagas, o alto índice de faltas compromete o planejamento das unidades, aumenta a ociosidade em horários reservados para consultas e dificulta a ampliação do acesso de outros pacientes aos serviços de saúde.
A orientação da Semusa é para que os pacientes comuniquem a unidade de saúde sempre que não puderem comparecer ao atendimento agendado, permitindo que a vaga seja destinada a outra pessoa que esteja aguardando na fila.
Portal SGC