A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10). Segundo o Exército, as operações permanentes seguem normalmente, incluindo patrulhamento terrestre e fluvial, monitoramento de áreas estratégicas e ações de combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, armas e munições.
As atividades fazem parte da Operação Escudo, que tem como principal objetivo reforçar a presença do Estado brasileiro na extensa faixa de fronteira do país, especialmente em regiões consideradas vulneráveis à atuação de organizações criminosas.
Apesar da manutenção das ações já em andamento, o bloqueio de recursos está levando a Força Terrestre a reavaliar operações extras que estavam previstas para serem executadas ao longo do ano. Essas iniciativas complementares tinham como foco intensificar o combate ao crime organizado em determinadas áreas de fronteira, mas ainda dependem de análise orçamentária.
O contingenciamento faz parte do ajuste fiscal anunciado pelo governo federal, que bloqueou R$ 22,1 bilhões adicionais do orçamento de 2026, totalizando R$ 23,7 bilhões em recursos contingenciados neste ano.
De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a medida foi necessária para acomodar o crescimento de despesas obrigatórias, como os gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e benefícios previdenciários.
Mesmo diante das restrições orçamentárias, o Exército reforçou que a segurança das fronteiras permanece como prioridade estratégica para a defesa nacional e para o enfrentamento aos crimes que atuam na região fronteiriça.
Para estados da Amazônia Legal, como Rondônia, que possui extensa área de fronteira com a Bolívia, a manutenção dessas operações é considerada fundamental para o combate ao narcotráfico, ao contrabando e a outros crimes transnacionais que afetam diretamente a segurança regional.
Portal SGC