Superar uma situação de violência é um processo que vai muito além do rompimento com o agressor. Em muitos casos, envolve reconstruir a autoestima, reorganizar a vida familiar e recuperar a autonomia emocional e financeira.
Com esse objetivo, a futura Casa da Mulher Brasileira de Porto Velho contará com o **Programa Municipal Recomeçar**, uma iniciativa voltada ao acolhimento e à reconstrução de vidas de mulheres em situação de violência.
O programa irá reunir, em um único espaço, uma rede de serviços especializados, facilitando o acesso e garantindo atendimento contínuo às usuárias.
A proposta é oferecer um acompanhamento integrado, com plano individualizado para cada mulher atendida, considerando suas necessidades específicas e o contexto de cada caso.
Segundo a coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), Anne Cleyanne, o foco é garantir autonomia e proteção ao mesmo tempo.
"Cada mulher terá acesso a um plano integrado de suporte, com acolhimento humanizado, acompanhamento psicossocial, orientação jurídica, além de encaminhamento para qualificação profissional, emprego e geração de renda. A ideia é evitar que ela precise passar por vários órgãos e garantir um atendimento completo", explicou.
Além do suporte técnico, o programa também atua no enfrentamento dos impactos emocionais deixados pela violência, como perda de autoestima, isolamento social e dificuldade de reconstruir vínculos familiares e comunitários.
Anne destaca que o acompanhamento psicológico é essencial nesse processo de recuperação.
"Muitas mulheres chegam fragilizadas emocionalmente, sem confiança em si mesmas. O trabalho é justamente fortalecer essa mulher, ajudá-la a reconstruir sua autoestima e retomar sua autonomia para tomar decisões com segurança", afirmou.
O Casa da Mulher Brasileira de Porto Velho também prevê ações de inclusão produtiva, qualificação profissional e acesso a programas sociais, com foco na independência financeira e na redução da vulnerabilidade.
Para o prefeito Léo Moraes, o espaço representa mais do que acolhimento: é uma política de transformação social.
"A mulher precisa encontrar apoio, mas também oportunidades reais para recomeçar com dignidade. O programa nasce com esse propósito, de oferecer suporte completo para que ela reconstrua sua vida com segurança e autonomia", destacou.
A expectativa é que o atendimento integrado fortaleça a rede de proteção e contribua para que mais mulheres consigam romper definitivamente o ciclo de violência e reconstruir suas trajetórias com mais estabilidade e qualidade de vida.
Portal SGC