O acesso à água potável segue como um dos principais desafios enfrentados por comunidades rurais e ribeirinhas de Porto Velho. Em regiões do Baixo Madeira, moradores ainda convivem com dificuldades de abastecimento e dependem de soluções alternativas para garantir água própria para consumo.
Para reduzir esse problema, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), mantém sistemas de tratamento de água instalados em comunidades rurais e realiza acompanhamento técnico permanente para assegurar o funcionamento adequado dos equipamentos.
Atualmente, os sistemas de filtragem atendem as comunidades de Brasileira e Bom Jardim. Na comunidade Brasileira, cerca de 30 famílias são beneficiadas por um sistema complementar ao SALTA-Z, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que contribui para melhorar a qualidade da água consumida pelos moradores. Já em Bom Jardim, aproximadamente 49 famílias recebem água com qualidade aprimorada por meio do sistema instalado.
Os equipamentos possuem capacidade de produção de até cinco mil litros de água por dia e passam por inspeções técnicas regulares realizadas pelo Departamento de Saneamento Básico (Desab). As equipes também executam substituição de componentes e análises periódicas para monitoramento da qualidade da água distribuída.
Segundo o diretor do Desab, Marcelo Barroso, engenheiro civil e doutor em saneamento, o objetivo é garantir soluções imediatas para localidades que ainda não contam com infraestrutura adequada de abastecimento.
> "Existe uma deficiência histórica no abastecimento dessas comunidades. Muitas estão localizadas às margens do rio, mas não possuem acesso à água tratada. Enquanto as soluções definitivas não chegam, a prefeitura busca alternativas que garantam água de qualidade para a população", explicou.
Antes da implantação dos sistemas, moradores precisavam percorrer longas distâncias para obter água, em alguns casos enfrentando deslocamentos de até uma hora, o que dificultava o abastecimento diário das famílias.
Na comunidade Brasileira, a instalação de um filtro complementar contribuiu para a melhoria da qualidade da água, especialmente após registros de alta concentração de ferro no poço que abastecia a localidade. Após a intervenção, testes realizados pela Prefeitura, pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e instituições parceiras confirmaram que a água passou a atender os padrões de potabilidade. Novas análises realizadas neste ano reforçaram a eficiência do sistema.
Em Bom Jardim, uma vistoria técnica identificou a necessidade de substituição de elementos filtrantes saturados pelo acúmulo de sedimentos. Após a manutenção, o sistema voltou a operar normalmente, garantindo a continuidade do abastecimento das famílias atendidas.
O prefeito Léo Moraes destacou que as ações fazem parte do compromisso da gestão com as comunidades mais afastadas da capital.
> "Nosso compromisso é levar serviços essenciais para todas as regiões de Porto Velho. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelas comunidades rurais e, por isso, atuamos para ampliar o acesso à água de qualidade enquanto buscamos avanços estruturais para o saneamento do município", afirmou.
O município também prevê a expansão do sistema de filtragem para outras localidades. A próxima instalação está programada para a comunidade de Ilha Nova ainda neste mês, e a comunidade de Ilha de Assunção deve ser contemplada até o fim de julho.
Portal SGC.