Porto Velho avança na consolidação de uma rede integrada de proteção às mulheres com a implantação da Casa da Mulher Brasileira e a ampliação de políticas públicas voltadas ao acolhimento, à autonomia financeira e à inclusão social. A iniciativa reúne diferentes programas e serviços para garantir atendimento completo às mulheres em situação de violência e vulnerabilidade.
A proposta vai além do enfrentamento à violência doméstica. O objetivo é oferecer suporte para que as mulheres tenham acesso à orientação jurídica, acompanhamento psicológico, oportunidades de emprego, qualificação profissional e condições para reconstruir suas vidas com mais segurança e independência.
A futura Casa da Mulher Brasileira será construída no cruzamento da Avenida Guaporé com a Rua Atlas, no bairro Três Marias, zona Leste da capital. O investimento previsto é de **R$ 17.387.078,27**, e a unidade concentrará, em um único espaço, serviços municipais, estaduais e federais, evitando que as vítimas precisem percorrer diferentes órgãos públicos em busca de atendimento.
Segundo a coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), Anne Cleyanne, a integração dos serviços representa um dos principais diferenciais do projeto.
De acordo com ela, a Prefeitura atuará como articuladora entre diversas instituições, permitindo que as mulheres encontrem acolhimento, proteção e acesso facilitado às políticas públicas em um único fluxo de atendimento. Para a coordenadora, ampliar esse acesso é fundamental para que elas consigam romper o ciclo de violência e conquistar autonomia.
Além da construção da Casa da Mulher Brasileira, a Prefeitura também vem ampliando outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção feminina. Entre elas estão o **Bora PVH**, o **Programa Recomeçar**, o **Banco Municipal de Oportunidades para Mulheres** e novas legislações voltadas à inclusão produtiva e à segurança.
Nos últimos meses, o município implantou medidas como a criação de mecanismos de empregabilidade para mulheres em situação de vulnerabilidade, reserva de vagas em contratos administrativos, inclusão de mães atípicas nas políticas de emprego, regulamentação do uso de spray de defesa pessoal e ações voltadas à qualificação profissional e geração de renda.
A intenção, segundo a coordenadora, é garantir que nenhuma mulher permaneça em situação de violência por falta de oportunidades ou por desconhecer os serviços disponíveis.
Anne Cleyanne destaca que a independência financeira e o fortalecimento emocional são fatores decisivos para que as vítimas consigam romper definitivamente com relacionamentos abusivos. Segundo ela, quando encontram acolhimento, proteção e oportunidades, as mulheres passam a enxergar novas perspectivas de vida e compreendem que não estão sozinhas.
A política pública também busca fortalecer a autonomia feminina por meio da integração entre assistência social, qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho e instrumentos de proteção, permitindo que as mulheres exerçam seus direitos com mais segurança, liberdade e independência.
Para a coordenadora, os benefícios dessas ações vão além da proteção individual, pois envolvem a garantia do direito de viver sem violência, com saúde, qualidade de vida e perspectivas para o futuro.
O prefeito Léo Moraes afirmou que a construção da Casa da Mulher Brasileira representa um novo momento nas políticas públicas voltadas às mulheres em Porto Velho. Segundo ele, o município está estruturando uma rede que reúne acolhimento, segurança, oportunidades e autonomia, garantindo que as mulheres tenham acesso aos seus direitos, conquistem independência financeira e possam reconstruir suas histórias com dignidade e respeito.
Portal SGC