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SGC TV: Super El Niño pode agravar a seca na Amazônia e aumentar riscos ambientais em Rondônia

Fenômeno climático intensifica o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, reduz o volume de chuvas e preocupa as comunidades ribeirinhas.


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A previsão de um Super El Niño acende um alerta para a região Amazônica. O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico, pode intensificar a estiagem, elevar o risco de queimadas e provocar impactos ambientais, econômicos e sociais em estados como Rondônia.

O El Niño é um fenômeno natural que altera os padrões climáticos em diversas partes do planeta. Quando o aquecimento das águas do Pacífico ocorre de forma mais intensa, ele passa a ser classificado como Super El Niño, aumentando a probabilidade de eventos climáticos extremos.

Segundo o biólogo Saymon Albuquerque, um dos principais efeitos esperados para a Amazônia é a redução do volume de chuvas, fator que favorece a queda no nível dos rios, amplia as áreas atingidas pela seca e aumenta a vulnerabilidade da floresta aos incêndios.

Em Rondônia, os reflexos desse cenário podem atingir diretamente o Rio Madeira e outras bacias hidrográficas, comprometendo a navegação, o abastecimento de água e as atividades desenvolvidas pelas comunidades ribeirinhas.

Apesar das previsões, o servidor público Antônio Sérgio, que acompanha o comportamento do clima na região há décadas, destaca que períodos de variações entre estiagem e chuvas fazem parte da dinâmica natural da Amazônia, embora reconheça que eventos mais intensos exigem atenção.

A falta de precipitação também representa um desafio para o setor produtivo. A redução da umidade do solo afeta o desenvolvimento das lavouras, diminui a produtividade da pecuária e compromete a pesca e o cultivo de alimentos, atividades essenciais para muitas famílias que vivem às margens dos rios.

Outro ponto de preocupação é a biodiversidade amazônica. De acordo com o biólogo Saymon Albuquerque, alterações na temperatura e na disponibilidade de água interferem no ciclo reprodutivo de diversas espécies, podendo provocar desequilíbrios nos ecossistemas e aumentar os impactos sobre a fauna e a flora.

Especialistas orientam que a população contribua para reduzir os efeitos da estiagem por meio de medidas como o uso consciente da água, a prevenção de queimadas e o acompanhamento dos alertas emitidos pelos órgãos de monitoramento e pela Defesa Civil.

Samara Santos - Portal SGC


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