Rondônia

Carlos Magno afirma que decisões ambientais prejudicam produtores e conclama união política em Rondônia

Pré-candidato defende equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento de Rondônia.


Imagem de Capa

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Ex-deputado afirma que é possível conciliar preservação ambiental e produção rural, critica a criação de áreas protegidas sem diálogo com moradores e defende união da classe política em busca de soluções para o estado.

Com trajetória ligada ao setor produtivo rural, o ex-deputado federal, ex-deputado estadual e ex-prefeito Carlos Magno voltou a defender um debate mais amplo sobre a política ambiental em Rondônia. Técnico em agropecuária com mais de 40 anos de atuação na área e pré-candidato a deputado estadual, ele afirma que a criação indiscriminada de reservas ambientais tem comprometido o desenvolvimento econômico do estado.

Entre os exemplos citados por Carlos Magno está a criação da Terra Indígena Rio Tanaru. Segundo ele, a área destinada à preservação alcança propriedades distribuídas pelo próprio Governo Federal nas décadas de 1980 e 1990 para famílias que vivem da agricultura.

O ex-parlamentar ressalta que não é contrário à preservação ambiental nem à proteção da memória do chamado "Índio do Buraco". No entanto, considera que a dimensão da área criada é excessiva e afirma que a decisão foi tomada sem diálogo com os moradores da região.

"Deixo bem claro que não apoio a devastação do meio ambiente e não sou contra a preservação da memória do Índio do Buraco, mas entendo que há exagero no tamanho da área destinada a esta nova terra indígena, em uma canetada do presidente da República, sem debater com os moradores da região", afirmou.

Carlos Magno relembra que chegou a Rondônia em 1978, quando foi contratado pela então Acar, posteriormente denominada Aster Rondônia e, mais tarde, Emater. Durante esse período, prestou assistência técnica aos colonos que migraram de diversas regiões do país para ocupar e desenvolver o estado, experiência que, segundo ele, lhe proporcionou amplo conhecimento sobre a realidade fundiária de Rondônia.

Na avaliação do pré-candidato, desenvolvimento econômico e preservação ambiental não são objetivos incompatíveis. Para ele, ambos devem caminhar juntos para garantir crescimento sustentável e segurança para quem produz no campo.

"Até porque isso é a garantia de sobrevivência do produtor rural", destacou.

O ex-secretário estadual de Agricultura também criticou a criação de reservas estaduais no fim da gestão do ex-governador Confúcio Moura. Segundo Carlos Magno, as unidades de conservação foram instituídas de forma apressada sobre áreas ocupadas há décadas por famílias que retiram da terra o próprio sustento.

Para ele, o debate precisa ocorrer sem radicalismos ideológicos. Caso seja eleito deputado estadual, Carlos Magno afirma que pretende articular uma frente envolvendo representantes políticos de diferentes correntes e instituições para discutir alternativas que conciliem desenvolvimento, segurança jurídica e preservação ambiental.

Segundo o pré-candidato, esse compromisso deve reunir toda a classe política, independentemente de posicionamentos partidários.

"Como nunca adotei posições radicais, me predisponho a conversar com todas as correntes políticas para encontrarmos o consenso necessário à continuidade do desenvolvimento de Rondônia, sem prejuízo da manutenção de um legado ambiental às futuras gerações", concluiu.

Assessoria


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Rondônia veja mais
Últimas notícias de Rondônia veja mais