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A virada do calendário costuma despertar o desejo de mudança. Entre promessas e planos, a prática de exercícios aparece como prioridade, mas o desafio real surge depois que o entusiasmo inicial passa.
Segundo especialistas, a chave não está em treinos intensos, mas em criar uma rotina sustentável. Exercitar-se regularmente ajuda a proteger o sistema cardiovascular e melhora a qualidade de vida.
A recomendação de órgãos de saúde é clara: manter o corpo em movimento reduz riscos de doenças. Ainda assim, a falta de planejamento e o excesso de cobrança fazem muitos desistirem antes de criar o hábito.
Resultados vêm com frequência, não com pressa
A ideia de que é preciso ir ao limite pode atrapalhar. Para o cirurgião vascular Gustavo Solano, o que faz diferença é manter a regularidade. "O que traz ganhos reais, do ponto de vista clínico e médico, é a constância", explica, em entrevista ao portal Cidade Verde.
Com o tempo, os efeitos positivos se acumulam. O fortalecimento do coração, a melhora da circulação e os benefícios para a saúde mental tornam a prática parte do cuidado diário.
Por isso, começar com intensidade moderada é estratégico. Uma rotina possível evita frustrações iniciais e aumenta as chances de manter o compromisso ao longo do ano.
Planejamento reduz riscos e abandono
Um dos pontos mais importantes é evoluir aos poucos. A recomendação é aumentar o volume de treino gradualmente, respeitando os limites do corpo e evitando sobrecargas.
Registrar o processo também ajuda a manter o foco. Anotar tempo de atividade e percepção de esforço permite visualizar avanços que, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia.
Além disso, estabelecer metas mínimas torna o objetivo mais concreto. A orientação é somar 150 minutos semanais de exercícios moderados, com reforço de treino de força duas vezes por semana.
Prazer e descanso fazem parte do treino
Escolher uma atividade que gere satisfação é essencial. Quando o exercício combina com a rotina e pode ser compartilhado, ele se torna mais fácil de manter.
Ouvir o corpo é outro passo importante. Dor persistente e fadiga excessiva indicam a necessidade de pausa. O descanso adequado ajuda na recuperação e previne lesões.
Para quem está retomando após um período parado, o cuidado deve ser redobrado. "Esse impulso de querer retornar ao ponto de condicionamento anterior gera consequências como dor muscular tardia e queda na motivação", alerta Solano.
Cuidar das pernas também é saúde
O movimento regular favorece a circulação sanguínea. A panturrilha funciona como um "coração periférico", auxiliando o retorno do sangue e reduzindo o inchaço nas pernas.
Nesse contexto, as meias de compressão esportiva podem ser aliadas. Elas ajudam no retorno venoso, diminuem a sensação de peso e contribuem para uma recuperação mais eficiente.
"Para esses iniciantes, o conforto e a sensação de suporte são fatores principais para manter o hábito", conclui o médico. Pequenos cuidados fazem diferença na continuidade.
Correio 24h