Saúde

SGC TV: Após aumento súbito da mama, influenciadora descobre linfoma raro associado a implantes de silicone

Diagnóstico de BIA-ALCL, um tipo de câncer do sistema linfático, veio após investigação de seroma tardio. Doença tem cura com detecção precoce


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A história da influenciadora e comediante Evelin Camargo serve de alerta para milhares de mulheres. Ela descobriu um tipo raro de linfoma associado a implantes mamários após um aumento repentino de uma das mamas, que aconteceu "do dia para a noite", no fim de dezembro. A doença é pouco conhecida, mas o diagnóstico precoce pode levar à cura.

A suspeita inicial, comum entre mulheres que têm implantes de silicone, era de ruptura da prótese. No entanto, exames de imagem mostraram que o implante estava intacto. O que chamou a atenção dos médicos foi a presença de líquido ao redor da prótese - um seroma tardio -, condição que não é esperada anos depois da cirurgia. Diante do achado, a equipe decidiu investigar.

"O principal ponto de alerta para o diagnóstico desse tipo de linfoma é justamente o surgimento de um líquido em torno da prótese mamária, principalmente depois de um ano de cirurgia", explica a mastologista Dra. Daniele Carvalhais.

A confirmação veio após exames específicos: um Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado a Implantes Mamários, conhecido pela sigla BIA-ALCL. Apesar de surgir na mama, não é um câncer de mama tradicional. "Na verdade, é uma doença do sistema linfático, que é um sistema de defesa do organismo. É um linfoma, porém, uma forma mais rara", detalha a médica.

Estima-se uma incidência de aproximadamente um caso a cada 30 mil mulheres com implantes. Estudos apontam uma associação mais frequente com próteses de superfície texturizada, mas a causa exata ainda é investigada. A hipótese é que uma inflamação crônica ao redor do implante, ao longo de anos, possa ser o gatilho. "Geralmente, a retirada do implante e da cápsula ao redor dele já é suficiente para o tratamento, desde que a doença esteja restrita àquela região", afirma Dra. Daniele.

A mensagem dos especialistas é de atenção, e não de pânico. "O que a gente recomenda é que a mulher que tem prótese faça o acompanhamento anual com o seu cirurgião ou com um mastologista. Qualquer alteração que ela venha a perceber, como aumento de volume, dor ou aparecimento de um nódulo, ela deve procurar o seu profissional", orienta a mastologista.

Evelin Camargo reforça o apelo pela atenção aos sinais. "Então, fica o alerta para todas as meninas, todas as mulheres que têm prótese: fiquem atentas a qualquer mudança no seu corpo", disse.

Natália Figueiredo - Portal SGC


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