A cinebiografia de Ney Matogrosso, lançada em 2025, se tornou um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional. Homem Com H levou mais de 600 mil pessoas aos cinemas, arrecadou cerca de R$ 13 milhões e permaneceu por semanas entre os títulos mais assistidos da Netflix. Agora, o cinema brasileiro segue investindo em histórias de personalidades que marcaram a cultura do país.
Em 2026, diversas cinebiografias brasileiras estarão em produção. Nomes como Zeca Pagodinho, Roberto Carlos, Chorão, Elza Soares e Carolina Maria de Jesus terão suas trajetórias retratadas nas telonas.
Chorão

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José Loreto vive Chorão nos cinemas
Alexandre Magno Abrão, o Chorão, ganhou projeção nacional à frente da banda Charlie Brown Jr. O músico, que morreu em 2013, será interpretado por José Loreto no longa Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? Minha História de Amor com Chorão.
O roteiro é inspirado no livro escrito por Graziela Gonçalves, viúva do cantor. Ela será interpretada por Fernanda Marques, atual namorada de Loreto. A obra aborda a relação do casal, que inspirou diversos sucessos da banda.
Com direção de Hugo Prata e Felipe Novaes e roteiro de Duda de Almeida, o filme tinha estreia prevista para janeiro de 2026, mas foi adiado. Uma nova data de lançamento ainda não foi divulgada.
"Nada mal para o primeiro dia de skate na veia… mandei até um ollie", brincou José Loreto ao divulgar as primeiras imagens do projeto.
Roberto Carlos

Rosas vermelhas, navios e ternos brancos estarão presentes na cinebiografia de Roberto Carlos. O cantor será interpretado pelo ator recifense Victor Medeiros, que possui experiência no teatro musical.
O longa é dirigido por Maurício Farias, responsável pela cinebiografia de Hebe Camargo. Apesar do protagonista pouco conhecido do grande público, a produção contará com nomes de destaque no elenco.
A primeira esposa do artista, Nice Braga, será vivida por Marina Ruy Barbosa. Já Magda, uma das primeiras grandes paixões e inspirações de canções do Rei, será interpretada por Sophie Charlotte.
Ainda sem título e data de estreia definidos, o filme deverá retratar a vida de Roberto Carlos desde o acidente que resultou na amputação de sua perna direita, em 1947. A narrativa avançará até os anos 1970, quando o cantor realizou seu primeiro grande espetáculo com orquestra no antigo Canecão, tradicional casa de shows do Rio de Janeiro.
Zeca Pagodinho

A trajetória de Zeca Pagodinho chegará aos cinemas com o filme Deixa a Vida Me Levar, dirigido por Silvio Guindane. A produção, prevista para 2027, revisita momentos marcantes da vida e da carreira do sambista.
As gravações ocorreram em locais simbólicos para o artista, como Xerém, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O roteiro é inspirado no livro Zeca: Deixa o Samba Me Levar, de Jane Barboza e Leonardo Bruno.
O ator e cantor Mosquito interpretará o protagonista. O elenco também reúne nomes ligados à história de Zeca. Arlindinho dará vida a seu pai, Arlindo Cruz, parceiro musical e amigo de longa data do sambista. Monica Silva, esposa do cantor há 40 anos, será interpretada por Talita Younan. Já Stephanie Serrat viverá Beth Carvalho, considerada madrinha artística de Zeca e uma das responsáveis por impulsionar sua carreira.
O próprio cantor fará uma participação especial no longa, que promete retratar diferentes fases de sua trajetória pessoal e musical.
Elza Soares

Taís Araujo interpretará Elza Soares em cinebiografia anunciada durante o Festival de Cannes
A vida de Elza Soares, que morreu em 2022, também ganhará uma adaptação para o cinema. A cantora cresceu na antiga favela da Moça Bonita, no Rio de Janeiro, e enfrentou dificuldades desde a infância, incluindo a perda de dois filhos por desnutrição.
A artista ganhou notoriedade em 1953 ao participar do programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi. A trajetória será retratada em Elza, filme anunciado durante o Festival de Cannes, em maio deste ano.
Taís Araujo interpretará uma das maiores vozes da música brasileira. Sem data de estreia divulgada, a produção mostrará a recuperação da cantora após um grave acidente na casa de shows carioca Metropolitan, em 1999.
A narrativa também revisitará lembranças de sua infância na favela, as dificuldades financeiras, o enfrentamento ao racismo e a relação com Mané Garrincha, em um percurso marcado pela reinvenção pessoal e artística.
Carolina Maria de Jesus

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Maria Gal dará vida à escritora Carolina Maria de Jesus em filme dirigido por Jeferson De
A trajetória de Carolina Maria de Jesus também chegará às telas. Em 1958, durante a cobertura da inauguração de um parque infantil na favela do Canindé, em São Paulo, o jornalista Audálio Dantas conheceu a escritora, que trabalhava como catadora de lixo.
Ao ler seus manuscritos, ele identificou o valor documental e a força literária dos relatos, ajudando a publicá-los inicialmente em jornais e revistas. Assim, Carolina se tornou uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira. A cinebiografia será dirigida por Jeferson De e terá Maria Gal no papel principal.
Metrópoles