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Bebê fica 12 horas com bateria no esôfago e sofre necrose após engasgo em casa

Brinquedo de onde saiu bateria foi identificado após vídeo viralizar e seguidora sugerir a hipótese


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Reprodução/@panelinhadare/Instagram

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Um susto que começou como um engasgo aparentemente comum terminou em um alerta grave sobre acidentes domésticos com crianças pequenas. Pedro, de apenas um ano, passou cerca de 12 horas com uma bateria alojada no esôfago até que o objeto fosse finalmente retirado por endoscopia, já à noite. O caso aconteceu em Goiânia e foi contado pela mãe, Renata Porto.

O episódio aconteceu na terça-feira, dia 13, enquanto Pedro brincava na brinquedoteca de casa, acompanhado dos irmãos e de duas funcionárias. A mãe havia acabado de sair para trabalhar quando recebeu a ligação. Segundo o relato, a funcionária contou que a criança havia se engasgado. Questionada se ele respirava, ouviu que sim, mas que o bebê estava "mole" e salivando muito. A família correu de volta para casa e levou Pedro imediatamente para atendimento médico.

Apesar de responder aos chamados pelo nome, o bebê apresentava sinais de desconforto. Um médico amigo da família sugeriu um raio-x imediato. O exame mostrou um corpo estranho no esôfago, descrito como grande. A primeira hipótese levantada foi bateria, possibilidade descartada naquele momento pelos pais, que acreditavam se tratar de uma peça plástica de brinquedo, já que fizeram uma busca pela casa e não havia nenhum sinal.

O procedimento indicado foi uma endoscopia alta. No hospital infantil para onde a família foi orientada a seguir, a pergunta se repetiu: havia chance de ser bateria? Diante da negativa, os médicos optaram pelo protocolo padrão, que prevê jejum de oito horas quando não há suspeita desse tipo de objeto, já que a criança estava respirando e com sinais vitais estáveis.

Com o passar das horas, Pedro demonstrava cada vez mais desconforto. A família decidiu não esperar até o fim do jejum e buscou atendimento no Instituto do Aparelho Digestivo, onde a equipe identificou que o objeto não poderia ser retirado ali, pois já havia formação de tecido ao redor e risco de perfuração. Sem estrutura pediátrica adequada, o médico orientou a transferência para o Hecad (Hospital Estadual da Criança e do Adolescente), elogiado pela família.

A bateria só foi retirada às 20h30. O diagnóstico confirmou a suspeita inicial: tratava-se de uma bateria, que já havia provocado necrose no esôfago. Apesar da gravidade, exames posteriores descartaram perfuração. Pedro seguirá em acompanhamento médico nas próximas semanas.

Depois da repercussão do caso, a família descobriu a origem do objeto: uma lousa interativa infantil. "Não fazia ideia que tinha bateria e que o parafuso que a prende é bastante frágil, não precisando mais do que 2 quedas para se soltar", afirmou a mãe. 

A mãe fez um alerta. "Caso o seu filho tenha um episódio de engasgo. Você acha que desengasgou, mas você não viu na sua mão. Desengasgou com a saliva, com o catarro? Vá com ele para a emergência", diz. Ela reforça que, quando não se vê claramente o que a criança ingeriu, "sempre tem chance de ser bateria".


Terra


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