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Dívida pública federal atingiu R$ 8,63 trilhões em março de 2026

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta segunda-feira (27/4) pelo Tesouro Nacional


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Divulgação/Tesouro Nacional

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A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,63 trilhões em março, uma redução de 2,34% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta segunda-feira (27/4) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à apropriação positiva de juros, no valor de R$ R$ 98,08 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal iniciou o ano fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.

Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, passou de 4 anos em fevereiro para 4,1 anos em fevereiro, ficando dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).

Entenda a dívida pública federal

A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada);

As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida;

A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União);

Apropriação positiva de juros ocorre quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública;

Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (14,75% ao ano). Em janeiro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

Taxa Flutuante (Selic): 47,71%;

Índices de Preços (IPCA): 26,67%;

Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 21,80%; e

Câmbio: 3,83%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,76% em fevereiro para 31,47% em março. A participação da Previdência Social na DPF saiu de 22,59% para 23%.

Confira os demais detentores:

Fundos de Investimento têm participação de 20,86%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;

Não-residentes têm participação de 10,70%, com estoque de R$ 888 bilhões;

Seguradoras têm participação de 3,67%, com estoque de R$ 305 bilhões;

Governo tem participação de 2,90%, com estoque de R$ 240 bilhões; e

Outros têm participação de 7,39%, com estoque de R$ 613 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em março em comparação a fevereiro. O chamado "colchão" para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão reduziu 25,73%, passando de R$ 1,1 trilhão para R$ 888 bilhões. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 5,69 meses de vencimentos de títulos.


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