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'Surto psicótico', alega defesa sobre mulher que torturou doméstica

O novo advogado da patroa disse que um laudo emocional foi apresentado à Justiça e que a saúde mental dela pode ter piorado após a prisão


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Reprodução/Redes sociais

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A defesa de Carolina Sthela, presa sob acusação de torturar uma doméstica gestante, alegou que a empresária pode ter algum tipo de transtorno mental: "Nada impede que ela tenha tido um surto psicótico", disse. Carolina foi presa na última quinta (7/5), no Piauí.

Segundo o novo advogado de Carolina, Otoniel Bisneto, um laudo emocional da empresária foi apresentado à Justiça. Segundo a defesa, Carolina também sofre com instabilidade emocional e a exposição de imagem ao ser presa pode ter agravado o quadro dela, que também está gravida.

"Nada impede que ela tenha tido um surto psicótico. Carolina está grávida. É uma gestação de risco e foi extremamente exposta a sua imagem. Isso pode ter causado uma série de consequências emocionais e que não é brincadeira", afirmou o advogado nessa segunda (11/5), em sua rede social.

Entenda o caso

  • O crime ocorreu em 17 de abril na residência de Carolina, no Maranhão. A empresária acusou a doméstica Samara de ter furtado um anel;
  • Sob ameaça, a doméstica foi obrigada a se ajoelhar, enquanto o policial militar Michael Bruno lhe desferia coronhadas e a patroa a agredia com tapas;
  • Samara está grávida de seis meses e aceitou o contrato de um mês para trabalhar na casa de Carolina, com o intuito de conseguir dinheiro para pagar o enxoval do bebê;
  • Durante as agressões, a vítima foi arrastada pelos cabelos para o interior da casa. Após o episódio, a funcionária conseguiu fugir e pediu ajuda na casa de uma vizinha;
  • Carolina foi presa preventivamente na manhã de quinta-feira (7/5), em Teresina (PI).


O advogado explicou que, no momento, não há documentos oficiais que comprovam ao certo o transtorno mental de Carolina, e que irá permanecer em silêncio.

Ele ainda afirmou que a investigação do que ocorreu deve prosseguir e chamou o relato da doméstica sobre o que ocorreu na data de "suposição".

Carolina foi presa em Teresina. Segundo a antiga advogada, ela estava no Piauí para deixar seu filho de 6 anos sob o cuidado de pessoas de confiança antes de ser detida. Ela foi transferida de helicóptero para o Maranhão e está em um presídio de São Luís.

Patroa permanece presa

As investigações ainda estão em estágio inicial. A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) já colheu depoimentos da patroa e da vítima. Na sexta (8/5), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela.

O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, diz que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

Walter Wanderley confirmou que a Justiça também manteve a preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a patroa a torturar a doméstica grávida.


Metrópoles


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