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Kakay deixa defesa do senador Ciro Nogueira

Parlamentar foi alvo da PF na semana passada em operação ligada ao caso Master


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KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

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O escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados comunicou à imprensa nesta segunda-feira (11) que não representa mais o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso Master.

Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, a saída foi em "comum acordo".

O senador, que também é presidente do Progressistas, foi alvo da PF (Polícia Federal) na última quinta-feira (7). A PF aponta que o parlamentar recebeu mesada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para defender os interesses do banco no Congresso Nacional.

Em entrevista à CNN na semana passada, após a operação, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro afirmou que o parlamentar não recebeu qualquer tipo de repasse ou "mesada" do ex-banqueiro e controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Com certeza esse dinheiro não chegou na conta do Ciro. Eu garanto, em nome do Ciro Nogueira, que não houve mesada", declarou Kakay.

Na investigação, a PF identificou pagamentos mensais que variavam de R$ 300 mil até R$ 500 mil, coordenados pelo ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao senador.

Os investigadores encontraram trocas de mensagens entre Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, e o ex-banqueiro, em que eles falavam sobre os valores.

O primo foi alvo de um mandado de prisão temporária na quinta-feira (7), durante a quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF.

Segundo a PF, os repasses mensais ao parlamentar eram realizados em razão da "parceria BRGD/CNLF". A empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, servia como a fonte primária dos recursos, enquanto a CNLF Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao senador e administrada formalmente por seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, recebia o fluxo de valores.

Raimundo também foi alvo da operação. Mendonça determinou que ele passe a usar tornozeleira eletrônica, além de tê-lo proibido de se ausentar da comarca de residência e suspendido sua atividade de natureza econômica ou financeira.

De acordo com a investigação, Ciro Nogueira também teria recebido um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master.

O caso envolve a chamada "emenda Master" (Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023), que buscava ampliar o limite de garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Ciro Nogueira também se pronunciou e negou qualquer irregularidade.

Elijonas Maia - CNN


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