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Lula aproveitou reunião para enviar recado a Trump sobre terras raras

Governo brasileiro se reuniu com CEO Global do Grupo Serra Verde para discutir investimentos internacionais no setor estratégico


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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES

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O governo Lula aproveitou uma reunião sobre investimentos em terras raras para enviar um recado direto aos Estados Unidos (EUA) e às grandes potências interessadas nas riquezas minerais brasileiras.

Nesta terça-feira (19/5), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu o CEO global do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis, para discutir investimentos no setor.

Durante o encontro, Silveira afirmou que o Brasil está aberto ao capital estrangeiro, inclusive ao norte-americano. Porém, deixou claro que os investimentos precisarão respeitar a soberania nacional e os interesses econômicos do país.

Segundo o ministro, essa foi justamente a mensagem transmitida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos EUA, Donald Trump.

"O Brasil está aberto ao capital americano e de qualquer outro país que respeite a nossa soberania. Essa é a mensagem que o presidente Lula deixou ao presidente dos Estados Unidos e a todo mundo", declarou Silveira.

Importância das terras raras e investimento internacional

A reunião entre o governo brasileiro e o CEO do grupo ocorre em meio à crescente disputa internacional por terras raras — grupo de 17 elementos químicos (17 lantanídeos, mais escândio e ítrio) considerados essenciais para a criação de tecnologias modernas, como produção de baterias, carros elétricos, semincondutores e equipamentos militares.

O Brasil possui algumas das maiores reservas do mundo e tenta transformar esse potencial em vantagem industrial.

De acordo com o ministro, o governo brasileiro trabalha na construção de uma política mineral que atraia investimentos externos, combinando a atração do capital estrangeiro, soberania e interesse nacional.

Silveira disse ainda que o plano estratégico do governo visa o desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial, sem transformar o país apenas em exportador de matéria-prima.

A ideia é usar projetos como o da Serra Verde para fortalecer a cadeia industrial e tecnológica nacional.

"Estamos construindo uma política para que esses investimentos internacionais se consolidem como um ativo estratégico para o desenvolvimento industrial e mineral brasileiro", afirmou Silveira.

Silveira ressaltou, ainda, que a política trabalhada pelo governo avança na estruturação dos instrumentos adequados para viabilizar segurança aos novos investimentos no setor.

"Queremos garantir toda a estabilidade ao investimento estrangeiro, tanto do ponto de vista regulatório, ambiental e econômico. Sabemos das condições geopolíticas favoráveis do Brasil, por isso os investidores podem confiar no Brasil", concluiu Silveira.

Durigan defende investimentos estrangeiros

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu, nessa segunda-feira (18/5), em Paris, na França, investimentos estrangeiros para a exploração de minerais críticos no Brasil. Ele também se manifestou a favor de o país elaborar marco legal que dê segurança jurídica para atrair o capital.

"Se há capital francês, capital alemão, capital norte-americano, querendo fazer investimento nisso, que se faça no Brasil, gerando emprego no Brasil, dividindo tecnologia com as universidades brasileiras. Essa é a nossa diretriz. O incentivo ao investimento no país é fundamental e é fundamental a segurança jurídica. Por isso, [é importante] um novo marco que garanta procedimentos céleres, procedimentos seguros, evitando judicialização com grande pactuação com o setor", declarou a jornalistas em Paris.

Metrópoles


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