O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em patrimônio do presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto. O valor corresponde ao montante que ele encaminhou de emendas parlamentares mesmo sem cargo no Congresso Nacional.
O documento de decisão do ministro aponta que Valdemar teria indicado ao mesno 21 emendas de maneira irregular, que totalizariam o valor bloqueado.
"O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto", diz a Polícia Federal apontando os argumentos que baseiam o bloqueio.
A CNN questionou Valdemar sobre a conclusão da Polícia Federal de que ele teria indicado emendas mesmo sem exercer mandato.
"Não [indiquei], quando temos cidades pequenas que não têm representação em Brasília, o Líder do Partido é quem faz", afirmou.
A investigação aponta que planilhas, mensagens e registros indicariam um suposto arranjo em que deputados eram formalmente identificados como autores das indicações, enquanto as escolhas dos recursos eram feitas, na verdade, pelo presidente do PL. A defesa de Valdemar nega irregularidades.
A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar possíveis fraudes na destinação de emendas e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF.
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