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Lula larga na frente de Flávio e fecha palanque em 25 estados e no DF

Com o início das convenções partidárias, Lula ainda tenta fechar palanque em Goiás, enquanto Flávio tem entraves em seis estados


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Com o início do período de convenções partidárias, que começa nesta segunda-feira (20/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) larga em vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na definição de palanques estaduais. Enquanto o petista tem apenas um estado sem pré-candidato ao governo, o Partido Liberal (PL) ainda enfrenta indefinições em seis estados.

  • O que falta para Lula: palanque em Goiás.
  • O que falta para Flávio Bolsonaro: palanques em Alagoas, Amapá, Espírito Santos, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

Até o dia 5 de agosto, os partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições. Após a definição, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.

Na última semana, o presidente Lula deu passos importantes para fechar os palanques pelo Brasil e desatou um dos principais nós. O Partido dos Trabalhadores decidiu lançar Patrus Ananias (PT) como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país - considerado estado-chave nas eleições presidenciais.

Com isso, resta ao petista chegar a um acordo em Goiás. Flávio Bolsonaro, por outro lado, segue sem definição em seis estados e ainda precisa escolher um nome para o posto de vice-presidente na disputa ao Palácio do Planalto.

Convenções partidárias

  • A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
  • No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
  • A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida.
  • Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais. O evento nacional do PT está marcado para 2 de agosto, em São Paulo (SP), e vai oficializar a candidatura de Lula à reeleição, com Geraldo Alckmin na vice.
  • Com os candidatos definidos, os partidos, as federações e as coligações têm até 15 de agosto para registrarem formalmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, em 16 de agosto, inicia-se a propaganda eleitoral geral, nas ruas e na internet.

Lula tem vantagem sobre Flávio Bolsonaro

O entrave em Minas para o PT, contudo, foi longo. Antes de alçar o deputado federal como pré-candidato ao Palácio Tiradentes, Lula já havia tentado viabilizar outros quatro nomes: o senador e ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o empresário Josué Gomes (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

Além de um importante colégio eleitoral para a disputa à Presidência, o estado é um "termômetro" para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado em Minas Gerais converge com o candidato eleito para assumir o Palácio Planalto.

Com a o bater do martelo no estado mineiro, Lula tem apenas o estado de Goiás como indefinido. Isso porque o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores vive um entrave com o diretório estadual da legenda. Em reunião na última segunda-feira (13/7), o PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura ao governo do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT).

A decisão, no entanto, contraria a vontade de Lula, que defende que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) seja o nome do partido na disputa ao governo. Mas ela resiste à proposta. A parlamentar também preside o diretório estadual da sigla e endossou apoio a Bueno.

Lula também está na frente de Flávio na chapa presidenciável, o petista já definiu Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente em sua chapa para reeleição. Flávio Bolsonaro, por outro lado, segue sem um nome para compor sua chapa.

As indefinições de Flávio Bolsonaro

O tempo pode ser ainda mais desafiador para Flávio Bolsonaro, que entrou no prazo para as convenções partidárias com nós em seis estados. Embora tenha iniciado conversas e diálogos com os diretórios locais, o senador ainda não tem candidatos para o governo em Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, no Amapá, Espírito Santo e Maranhão.

Em ao menos dois deles, em Pernambuco e Alagoas, pessoas que acompanham a articulação, como antecipou o Metrópoles, acreditam que o presidenciável pode acabar sem coligação oficial.

No Espírito Santo, as conversas do PL caminham para uma definição com a escolha de Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito da capital capixaba, como o nome a ser apoiado por Flávio. A definição decorre de um acordo do PL com o Republicanos.

Outro estado em alerta é o Ceará, que se tornou o estopim da crise entre Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro. Mesmo com a insatisfação da ex-primeira-dama, o PL deve seguir com o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB).

O Maranhão, assim como o Amapá, segue indefinido para Flávio Bolsonaro e sem expectativa de que um nome ganhe apoio do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL). O estado maranhense é considerado um reduto petista e, tradicionalmente, elege nomes alinhados ao presidente Lula.

O líder nas pesquisas no estado, Eduardo Braide (PSD), se posiciona como o nome da oposição no Maranhão e fechou a chapa para o governo com Lahésio Bonfim (Novo) como pré-candidato ao Senado ao lado de André Fufuca (PP). Embora Braide negue acenos ao PT ou PL, Bonfim é um aliado da família Bolsonaro.


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