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Bebê dado como morto por hospital é salvo por funcionária de funerária

O bebê nasceu prematuro com fenda palatina, uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca


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Um bebê de um mês, que tinha sido dado como morto pela Santa Casa de Rio Claro (SP), apresentou sinais vitais no momento em que a funerária retirava o corpo do local. Foi uma funcionária que percebeu que o pequeno Noah estava vivo e avisou imediatamente o hospital, que correu para reanimar o bebê.

No dia 15 de junho, Noah nasceu prematuro com fenda palatina, uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca, que pode afetar a alimentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário.

Devido a sua condição, ele permanecia internado na UTI Neonatal enquanto aguardava uma vaga para tratamento especializado.

Porém, na quarta-feira (15), justamente quando ele completaria um mês de vida, o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória. Os médicos fizeram manobras de reaimação por cerca de 45 minutos, mas o óbito foi constatado.

A Santa Casa informou que após a constatação do óbito, Noah permaneceu por uma hora na UTI Neonatal para procedimentos legais e acolhimeto da família.

Em seguida, o corpo do bebê foi levado para um setor onde aguardaria ser retirado pela funerária escolhida pela família. E foi neste momento, que a funcionária da funerária percebeu os sinais vitais do menino.

A mulher não teve o nome revelado, mas foi considerada uma heroína já que descobriu que o bebê estava vivo depois de quase duas horas que já tinha sido dado o óbito dele pelo hospital.

Após se reavaliado, Noah foi readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos. O menino foi transferido para um hospital especializado da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, no interior do Estado.

Os pais de Noah consideram que tudo foi um verdadeiro milagre: "Na quarta-feira ele completava um mês de vida. Hoje, para nós, ele tem apenas dois dias. Deus soprou vida novamente no nosso Noah", disseram os familiares.

Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento.

Na própria nota oficial, a Santa Casa reconheceu que, para muitas pessoas envolvidas no caso, inclusive profissionais da saúde e familiares, o episódio é compreendido como "um verdadeiro milagre", embora a instituição reafirme seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência.

A mãe não culpa o hospital. Ela disse que o Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica.



d24am


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