A campanha do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) representação sobre suposta rede digital criada para atacar o senador. O partido diz que identificou, em levantamento, mais de 50 páginas com mais de 4,6 mil anúncios pagos, sem transparência de origem dos recursos. Os perfis teriam alcançado quase 250 milhões de visualizações.
A ação pede o rastreamento do esquema financeiro e a quebra do sigilo com a identificação de patrocinadores, administradores e responsáveis pela estrutura técnica da rede. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL), vai se reunir com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, nesta segunda-feira (20), para tratar do assunto. Depois, ele e a equipe jurídica de Flávio vão detalhar a representação para a imprensa.
O PL diz que "reuniu provas que revelam uma rede digital criminosa coordenada com páginas fantasmas impulsionadas com milhões de reais em redes sociais". Segundo a legenda, os ataques são sistemáticos e mentirosos
"Estamos diante de uma situação gravíssima e inédita. São fortes os indícios de existência de uma verdadeira organização criminosa digital. Uma estrutura complexa, sofisticada, organizada e ilegal de criação de perfis fantasmas para a contratação de impulsionamentos irregulares, que depois são desativadas e substituídas por novos perfis lícitos", diz a advogada Maria Claudia Bucchianeri, autora da representação e integrante da equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Perfis fantasmas
A representação foi protocolada na ultima sexta-feira (17). O partido diz que a rede digital é composta por perfis fantasmas, com organização posterior desativação e substituição por novas páginas semelhantes para dificultar seu rastreamento, autoria e financiadores
As páginas teriam, em comum, datas próximas de criação, telefones com o mesmo DDD, sites hospedados na mesma plataforma, domínios semelhantes e legendas genéricas, que, de acordo com o PL, dificultam a identificação automática do conteúdo político.
"O levantamento encontrou anúncios pagos inclusive em moedas estrangeiras, como pesos colombianos e dólar. A estimativa de patrocínio ilegal soma quase R$ 3 milhões de reais", diz o partido.
D24am