A técnica agrícola envolvida nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, e que o ministro Alexandre de Moraes. do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prender após o descumprimento de medidas cautelares, é Taís Simone Prado Leal, natural do Rio Grande do Sul, de 52 anos, moradora de Petrolina (PE).
Taís havia fechado um acordo de não persecução penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024, quando confessou que participou de um acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília (DF).
Porém, em março de 2025, o ministro rescindiu o ANPP e determinou medidas cautelares, após a Polícia Federal (PF) extrair dados do celular de Taís. A PGR concluiu que os dados indicam que Taís teve uma participação no 8 de Janeiro maior que a admitida na confissão.
A investigação da PF apontou que a geolocalização do celular de Taís no dia 8/01/2022 registrou presença na Esplanada dos Ministérios, enquanto Taís teria dito que estava em Natal (RN) em 6 de janeiro e que seguiria para Brasília no dia 8.

A PF diz ter encontrado vídeos que mostram Taís Simone na Esplanada junto a outros manifestantes, além de mensagens de Taís sugerindo que a solução para tirar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da Presidência seria a ajuda de CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).
"Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?", escreveu em mensagem.
Moraes argumenta que decidiu expedir o mandado de prisão após Taís não se apresentar para cumprir o uso de tornozeleira eletrônica e citou que a própria Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seape-PE) informou ter tentando contato com Taís diversas vezes, sem conseguir localizá-la.
A defesa de Taís, procurada pelo Metrópoles, disse que só vai se manifestar nos autos do processo.
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