Diário da Amazônia

SÓ OS FRACOS FAZEM GUERRAS

Confira a coluna


Imagem de Capa

Rodolpho Sbarzi

(Foto: Reprodução)

PUBLICIDADE

Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida, mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente africano não conhecerá a Paz. Nós, africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal.

Haile Selassie. Trecho do discurso de Haile Selassie na Assembléia Geral das Nações Unidas, dia 4 de outubro de 1963.

Esse discurso foi proferido por Haile Selassie em uma Assembléia das Nações Unidas e é muito popular a paráfrase do seguinte trecho: enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos haverá guerra.

O discurso é tão atual que deveria ser proferido novamente aos quatro cantos desse mundo.

As guerras sempre existiram e sempre vão existir, não sei porque, mas infelizmente o homem gosta de guerra, não vive em paz se não houver guerra, não entendo a necessidade de conquistar, dominar, ou, a vaidade pelo poder e subjugar o semelhante, considero burro todo aquele que faz guerra, a não ser para defender a si e sua família. 

Sempre haverá alguém querendo tomar sua terra, dizendo que somente seu deus é deus, querendo dominar o mais fraco para seus interesses, o mundo é repleto de discórdia, o que me surpreende ainda é como após milhares de anos, milhares de sábios e mestres, o ser humano não aprendeu a respeitar o seu próximo e opiniões diferentes.

O ser humano não ama seu semelhante, o ser humano perdeu em sua grande parte o dom de ser humano, e não espécie humana.

Os fracos fazem guerra, os fortes sobrevivem a elas defendendo o interesse ou ideologia de alguém. Os fracos jamais conseguem respeitar a opinião diversa, os fracos sequer conseguem dialogar, contrário a isso, os fortes não precisam se armar para guerras.

Muitos homens e mulheres fortes estão chorando a morte de seus filhos, não diferente, filhos estão enterrando seus pais. Já é hora da humanidade aprender que com guerras não se conquista nada além de sangue inocente derramado.




Rodolpho Sbarzi

Mais lidas de Diário da Amazônia veja mais
Últimas notícias de Diário da Amazônia veja mais