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Exportação de carne bovina no primeiro semestre é recorde, aponta Abiec

No acumulado do ano, os embarques no primeiro semestre subiram 15,5%, atingindo 1,7 milhão de toneladas e US$ 9,85 bilhões


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Paulo Whitaker/Reuters

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As exportações de carne bovina no primeiro semestre bateram recorde e totalizaram 1,7 milhão de toneladas, um aumento de 15,5% frente ao volume embarcado no mesmo período de 2025, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), divulgados nesta segunda-feira (6). 

Nos primeiros seis meses, a receita cresceu 36,2% em relação aos US$ 7,24 bilhões exportados no primeiro semestre de 2025, somando US$ 9,85 bilhões. No acumulado do ano, o país registrou uma média mensal de aproximadamente 284 mil toneladas. 

China liderou as importações

A China foi o principal parceiro comercial do setor e correspondeu a 46,6% das exportações brasileiras. No acumulado do ano, os embarques totalizaram 794,7 mil toneladas, uma alta de 24%, e US$ 4,87 bilhões em receita, com um aumento de 49,4%.

Como o Brasil atingiu a cota de exportação de carnes de 1,106 milhão de toneladas para a China sem tarifas adicionais, a expectativa é que o volume de embarques reduza de forma significativa no segundo semestre.

Os Estados Unidos foram o segundo principal destino e apresentaram crescimento de 13% no volume, com 205 mil toneladas, e responsáveis por 29,8% da receita, que totalizou US$ 1,35 bilhão. 

Apesar da tensão comercial, a União Europeia foi o terceiro principal parceiro comercial do setor, com 51,2 mil toneladas, que movimentaram US$ 452,3 milhões. Com as novas restrições, que entram em vigor a partir de 3 de setembro, o volume de embarques deve recuar na segunda metade de 2026.  

Outros destinos que se destacaram no primeiro semestre foram: Chile, com 70,7 mil toneladas e US$ 420,2 milhões em receita, e Rússia, destino de 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões. As exportações para a Rússia tiveram alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor. Com entraves comerciais com dois dos principais parceiros, a expectativa é que outros destinos ganhem destaque na lista. 

Valores de junho 

Em junho, os embarques somaram 317,3 mil toneladas, uma alta de 16,6%, e geraram US$ 1,975 bilhão em divisas, 38,1% maior que no mesmo período do ano anterior, melhor resultado da série histórica. 

No mês, o produto in natura correspondeu a 88,1% do total exportado, ou 279,7 mil toneladas, e 92,6% da receita de US$ 1,83 bilhão. 

O restante das exportações foi concentrado em carnes industrializadas (8,5 mil toneladas, US$ 74 milhões), miúdos ( 20,1 mil toneladas, US$ 46,3 milhões), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas e US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil). 

No mês, a China foi o principal parceiro comercial, com 161,9 mil toneladas, alta de 19%, e US$ 1,08 bilhão, um crescimento de 39,5%. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 6,4 mil toneladas, 8,3% menor que um ano antes, mas com uma receita 16,4% maior, de US$ 192,9 milhões. 

O terceiro principal destino no período foi o Chile. Os embarques para o país apresentaram alta de 67,5% no volume, com 12,9 mil toneladas, e de 56,8% na receita, deUS$ 81,7 milhões. 

As exportações para o México também apresentaram uma alta significativa no mês, de 153,9%, alcançando 11,8 mil toneladas, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%. 

Outros países de destaque no mês foram: Indonésia (10,6 mil toneladas), Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas). 

Apesar do baixo volume embarcado, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado no mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile. 

CNN Brasil


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