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Bola de fogo e estrondo sônico: acompanhe o retorno dos astronautas da Artemis II à Terra

A chegada à Terra está prevista para acontecer às 21h07 no horário de Brasília, nesta sexta-feira, 10, e acontece na costa de San Diego, EUA


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Nasa

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Falta pouco para os astronautas da missão Artemis 2 volatarem à Terra após 10 dias em órbita, com passagem pelo lado oculto da Lua.  A chegada à Terra está prevista para acontecer às 21h07 no horário de Brasília, nesta sexta-feira, 10, e acontece na costa de San Diego, nos Estados Unidos, às 17h07 do horário local. 

A reentrada da missão Artemis II na atmosfera terrestre deve provocar um fenômeno que poderá ser percebido por moradores do sul da Califórnia. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, um estrondo sônico poderá ser ouvido e até sentido na região entre 17h e 17h15 no horário local (20h a 20h15 no horário do leste dos EUA).

O fenômeno, conhecido como explosão sônica, ocorre quando uma aeronave ou espaçonave ultrapassa a velocidade do som. Nesse momento, o veículo gera uma onda de choque ao atravessar o ar, formando um cone de pressão que se propaga em todas as direções ao longo da trajetória e alcança o solo. Quando essa pressão é liberada de forma abrupta, o resultado é um som alto e repentino, frequentemente descrito como um estrondo intenso. 

A chegada da cápsula Orion também colocará à prova sua resistência a temperaturas extremas, que podem atingir cerca de 2.700 °C. A segurança da reentrada depende do desempenho do escudo térmico da nave, um dos testes mais críticos da missão Artemis 2. Uma verdadeira bola de fogo. 

Preparação no espaço

Antes de começar a descida, os astronautas realizam uma série de preparativos dentro da cápsula Orion. Eles organizam os equipamentos, ajustam os assentos e garantem que tudo esteja seguro para a reentrada.

Além disso, a equipe revisa informações essenciais, como condições meteorológicas, trajetória de retorno e procedimentos de emergência. Também são feitas manobras de correção de rota para alinhar a espaçonave com precisão em direção à Terra.

Correção final da trajetória

Poucas horas antes da reentrada, os propulsores da Orion são acionados para um último ajuste de trajetória. Essa queima garante que a cápsula esteja no ângulo correto para entrar na atmosfera terrestre com segurança.

Esse alinhamento é fundamental: qualquer desvio pode comprometer toda a operação de retorno.

Separação do módulo de serviço

Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera, o módulo de serviço da Orion se separa da cápsula tripulada. A partir desse momento, apenas a cápsula segue rumo à Terra.

Logo depois, uma última queima de ajuste é realizada para refinar ainda mais a trajetória de reentrada.

Entrada na atmosfera em alta velocidade

A cápsula entra na atmosfera a cerca de 38 mil km/h, enfrentando temperaturas que podem ultrapassar 2.700 °C. Nesse momento, ocorre um fenômeno conhecido como blackout: uma camada de plasma se forma ao redor da nave, interrompendo a comunicação com a Terra por cerca de seis minutos.

Dentro da cápsula, os astronautas também sentem a força da desaceleração, que pode chegar a 3,9 vezes a gravidade terrestre.

Abertura dos paraquedas

Após atravessar a parte mais crítica da reentrada, a Orion inicia a abertura dos paraquedas em etapas: Primeiro, os paraquedas de frenagem, a cerca de 6,7 km de altitude; depois, os três paraquedas principais, a aproximadamente 1,8 km. Esse sistema reduz drasticamente a velocidade da cápsula, permitindo um pouso seguro no oceano.

Pouso no oceano

A cápsula realiza o chamado splashdown no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos. Esse tipo de pouso é tradicional em missões espaciais e ajuda a amortecer o impacto final da descida.

Resgate da tripulação

Após o pouso, equipes de resgate entram em ação. Em até duas horas, os astronautas são retirados da cápsula com o auxílio de helicópteros. Eles são levados para o navio militar USS John P. Murtha, onde passam pelas primeiras avaliações médicas após a missão.

Retorno à Terra firme

Depois do resgate, a tripulação segue para o continente e embarca rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas. Lá, os astronautas continuam sendo monitorados por equipes médicas e científicas, encerrando oficialmente a missão.


Terra


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