Em meio ao aumento de debates sobre a constante evolução das ferramentas de Inteligência Artificial, em entrevista à CNN, Lila Ibrahim, diretora global de operações do Google, defendeu que o elemento humano está sendo deixado de lado nas discussões sobre as tecnologias.
De acordo com a especialista, atualmente, a principal questão é que as discussões estão tendo enfoques excessivamente concentrados em recursos técnicos e capacidades, ignorando a influência social dos mecanismos.
Durante a conversa com a apresentadora Mari Palma, Ibrahim ressaltou que, apesar de décadas de experiência como engenheira e tecnologista, sua visão vai além das capacidades técnicas da IA.
"Isso não é apenas sobre a tecnologia e as capacidades. É fundamental que o desenvolvimento da inteligência artificial aconteça em parceria com diferentes comunidades, de forma que a inovação seja desenvolvida com as pessoas e para as pessoas, e não sobre as pessoas", afirmou.
Elemento humano ausente e futuro incerto
Segundo Lila, a discussão em torno da IA ainda peca por focar demais em funcionalidades e habilidades sem abordar as questões mais profundas, incluindo o impacto no cotidiano dos usuários, os motivos por trás das criações e as formas de implementação dessas ferramentas.
"Muitas vezes estamos falando sobre o recurso e a capacidade sem falar sobre o porquê e o como", destacou ela durante a conversa.
A executiva ainda reconheceu e reforçou que o futuro da inteligência artificial é imprevisível. "Não sabemos como será o futuro. Há muitas pessoas com muitos tipos diferentes de previsões, mas elas são realmente apenas previsões", declarou.
Embora as consequências da situação não sejam calculáveis, a executiva demonstrou otimismo ao declarar que a humanidade tem o poder de moldar esse caminho — desde que o faça de forma colaborativa. Para ela, o controle e uso positivos das ferramentas de IA dependem de "um conjunto e não apenas de uma empresa ou país".
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