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Lua do Veado e chuvas de meteoros: saiba como observar os fenômenos astronômicos de julho de 2026

Com as noites mais longas e céu mais limpo, o mês oferece boas oportunidades para a observação


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FLAVIO TAVARES/O TEMPO

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As noites mais longas do inverno e o céu limpo, comuns durante a estação em grande parte do Brasil, tornam julho um excelente período para observar o céu. Ao longo do mês, os astros também reservam espetáculos à parte, que incluem cruzamentos planetários, uma Lua Cheia imponente, conhecida como Lua do Veado, e o pico das Delta Aquáridas do Sul, que pode permitir que até 25 meteoros sejam vistos por hora. 

Como muitos dos eventos poderão ser observados a olho nu, a dica é procurar por locais mais escuros e afastados, principalmente aqueles distantes da iluminação excessiva das cidades. 

Confira abaixo os principais fenômenos astronômicos de julho:

11 de Julho: O Encontro de Marte, a Lua e as Plêiades 

Durante as horas que antecedem o amanhecer, será possível conferir o encontro entre os astros. A Lua, na fase minguante, poderá ser vista bem próxima do planeta Marte, reconhecível pelo brilho avermelhado característico, e do famoso aglomerado estelar das Plêiades.

De acordo com informações do Star Walk, os corpos celestes serão visíveis a olho nu, embora a recomendação seja a utilização de binóculos para uma visão melhor das Plêiades.

17 de Julho: Conjunção de Lua e Vênus

Embora ainda esteja na fase crescente, a Lua poderá ser vista próxima a Vênus. O encontro entre o satélite e o planeta também estará visível a olho nu.

29 de Julho: A Lua do Veado

Conhecida como Lua do Veado, a Lua Cheia do mês de julho atingirá o ápice de iluminação no dia 29 de julho, mas poderá ser vista de forma imponente entre as noites de 28 e 30. Segundo o Star Walk, o melhor momento para observá-la é perto do nascer da Lua, quando o satélite poderá parecer maior junto ao horizonte. 

Uma curiosidade é que o nome de Lua do Veado, ou Lua do Cervo, tem origem em uma tradição dos povos originários da América do Norte, que batizaram a Lua do mês de julho para marcar a época em que os veados machos começam a desenvolver novos chifres. 

30 a 31 de Julho: Pico duplo de chuvas de meteoros

Para fechar o mês, o céu reserva um espetáculo ainda mais especial: uma combinação as chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e os Alfa Capricornídeos.

Embora possa produzir cerca de 25 meteoros por hora, a Delta Aquáridas do Sul terá condições ruins para observação em 2026. Isso porque a chuva vai atingir o pico logo após a Lua Cheia, o que pode fazer com que os meteoros mais fracos sejam ofuscados pelo brilho do satélite. 

A dica é tentar observar o fenômeno de um local onde a Lua fique escondida atrás de uma árvore, prédio ou encosta. 

Diferentemente da Delta Aquáridas, a Alfa Capricornídeos é conhecida por gerar menos meteoros, aproxidamente cinco por hora, mas eles são mais lentos, grandes e muito brilhantes. Porém, a chuva também terá como desafio o brilho da Lua ofuscando os meteoros mais fracos. 

Conforme o Star Walk, vale tentar observar as chuvas uma semana antes do pico oficial, entre 22 e 24 de julho, já que nesse período a Lua vai se pôr por volta da meia-noite, aumentando as chances de que os meteoros possam ser vistos durante a madrugada. 


 

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