As noites mais longas do inverno e o céu limpo, comuns durante a estação em grande parte do Brasil, tornam julho um excelente período para observar o céu. Ao longo do mês, os astros também reservam espetáculos à parte, que incluem cruzamentos planetários, uma Lua Cheia imponente, conhecida como Lua do Veado, e o pico das Delta Aquáridas do Sul, que pode permitir que até 25 meteoros sejam vistos por hora.
Como muitos dos eventos poderão ser observados a olho nu, a dica é procurar por locais mais escuros e afastados, principalmente aqueles distantes da iluminação excessiva das cidades.
Confira abaixo os principais fenômenos astronômicos de julho:
11 de Julho: O Encontro de Marte, a Lua e as Plêiades
Durante as horas que antecedem o amanhecer, será possível conferir o encontro entre os astros. A Lua, na fase minguante, poderá ser vista bem próxima do planeta Marte, reconhecível pelo brilho avermelhado característico, e do famoso aglomerado estelar das Plêiades.
De acordo com informações do Star Walk, os corpos celestes serão visíveis a olho nu, embora a recomendação seja a utilização de binóculos para uma visão melhor das Plêiades.
17 de Julho: Conjunção de Lua e Vênus
Embora ainda esteja na fase crescente, a Lua poderá ser vista próxima a Vênus. O encontro entre o satélite e o planeta também estará visível a olho nu.
29 de Julho: A Lua do Veado
Conhecida como Lua do Veado, a Lua Cheia do mês de julho atingirá o ápice de iluminação no dia 29 de julho, mas poderá ser vista de forma imponente entre as noites de 28 e 30. Segundo o Star Walk, o melhor momento para observá-la é perto do nascer da Lua, quando o satélite poderá parecer maior junto ao horizonte.
Uma curiosidade é que o nome de Lua do Veado, ou Lua do Cervo, tem origem em uma tradição dos povos originários da América do Norte, que batizaram a Lua do mês de julho para marcar a época em que os veados machos começam a desenvolver novos chifres.
30 a 31 de Julho: Pico duplo de chuvas de meteoros
Para fechar o mês, o céu reserva um espetáculo ainda mais especial: uma combinação as chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e os Alfa Capricornídeos.
Embora possa produzir cerca de 25 meteoros por hora, a Delta Aquáridas do Sul terá condições ruins para observação em 2026. Isso porque a chuva vai atingir o pico logo após a Lua Cheia, o que pode fazer com que os meteoros mais fracos sejam ofuscados pelo brilho do satélite.
A dica é tentar observar o fenômeno de um local onde a Lua fique escondida atrás de uma árvore, prédio ou encosta.
Diferentemente da Delta Aquáridas, a Alfa Capricornídeos é conhecida por gerar menos meteoros, aproxidamente cinco por hora, mas eles são mais lentos, grandes e muito brilhantes. Porém, a chuva também terá como desafio o brilho da Lua ofuscando os meteoros mais fracos.
Conforme o Star Walk, vale tentar observar as chuvas uma semana antes do pico oficial, entre 22 e 24 de julho, já que nesse período a Lua vai se pôr por volta da meia-noite, aumentando as chances de que os meteoros possam ser vistos durante a madrugada.
O tempo