Mundo

Justiça absolve funcionário condenado por ficar com fortuna que recebeu por engano

O trabalhador preferiu arriscar o emprego e enfrentar a justiça a devolver os quase R$ 1 milhão recebidos indevidamente


Imagem de Capa

Imagem ilustrativa

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Um erro administrativo transformou um funcionário comum em um homem rico da noite para o dia no Chile. A empresa onde ele trabalhava depositou acidentalmente 330 vezes o valor do seu salário na conta pessoal.

A situação, descrita como "O engano que sai caro", resultou em um pedido de demissão imediato. O trabalhador preferiu arriscar o emprego e enfrentar a justiça a devolver os quase R$ 1 milhão recebidos indevidamente.

Embora a companhia tenha tentado recuperar o valor pela via criminal, o desfecho no tribunal surpreendeu o mercado. A ausência de provas sobre fraude no sistema de pagamentos foi o ponto crucial para a decisão favorável.

Um dilema entre a ética e a sorte

O ex-funcionário inicialmente aceitou o pedido de devolução da quantia milionária feito pelo consórcio. Entretanto, após três dias, ele mudou de ideia e entregou sua carta de demissão, ignorando as mensagens da ex-contratante.

Portanto, a empresa não teve outra alternativa senão denunciar o caso às autoridades policiais locais. A acusação sustentou que o trabalhador agiu de má-fé ao reter valores que sabia não pertencerem legitimamente ao seu salário.

Todavia, a justiça chilena analisou que não houve qualquer manipulação ou interferência técnica por parte do acusado. Nesse sentido, o erro foi inteiramente da empresa, o que mudou a interpretação jurídica sobre o suposto delito.

Por que não foi considerado crime

Segundo o tribunal de Santiago, a conduta do homem não se enquadra no crime de roubo ou furto tradicional. As autoridades definiram o episódio como uma "apropriação não autorizada", algo que não possui punição penal no país.

Ademais, se o trabalhador fosse condenado, ele teria que cumprir um ano e meio em regime fechado. Com a absolvição, ele mantém sua ficha criminal limpa, apesar de ainda estar sujeito a processos nas esferas cíveis no futuro.

Apesar de não ter obtido sucesso nesta investida criminal, a empresa afirma que irá atrás de outras ferramentas legais. O caso serve como um alerta para os riscos de falhas nos processos de transferências bancárias corporativas.

Correio 24h


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Mundo veja mais
Últimas notícias de Mundo veja mais