O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos estão em negociações intensas sobre a guerra com o Irã, recusando-se a dar mais detalhes sobre as conversas.
"Não posso dizer, porque neste momento estamos em negociações acaloradas", disse Trump à Fox News em uma breve entrevista por telefone, quando questionado sobre como se sentia em relação às negociações.
Trump disse que estava prestes a ser totalmente informado sobre a proposta de cessar-fogo de duas semanas do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif — sobre a qual a Casa Branca disse à CNN nesta terça-feira (7) que "uma resposta virá".
"Posso dizer isto: eu o conheço muito bem. Ele é um homem muito respeitado em todo o mundo", disse Trump à Fox.
Proposta do Paquistão
Mais cedo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu aos envolvidos na guerra no Irã que adotem um cessar-fogo de duas semanas para "permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra".
Em publicação nas redes sociais, ele também solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estenda o prazo imposto ao Irã por mais duas semanas e que o Irã reabra o Estreito de Ormuz durante esse período.
O Paquistão, juntamente com Egito, Turquia e Arábia Saudita, tem atuado como mediador entre os países em guerra.
"Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para levar a resultados substanciais em um futuro próximo", disse Sharif na publicação, na qual marcou autoridades e negociadores dos EUA e do Irã.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
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