A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, podem provocar um aumento no preço de alimentos ao redor do mundo. O alerta é da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado nesta quarta-feira (20/5).
Segundo o órgão da ONU, a continuidade do bloqueio em Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, pode "desencadear uma grave crise global de preços dos alimentos dentro de seis a 12 meses".
Os impactos do bloqueio parcial da rota marítima, que se arrasta desde o fim de fevereiro, já são visíveis. De acordo com o Índice de Preços dos Alimentos da FAO, os preços internacionais de cestas de produtos alimentícios subiram pelo terceiro mês consecutivo em abril.
A alta é causada, principalmente, pelo aumento do preço do petróleo e interrupções no comércio de fertilizantes.
Diante do cenário, a FAO fez recomendações a curto prazo para contornar a crise. Entre elas, a mudança para rotas de transporte alternativas, como a Península Arábica e o Mar Vermelho, e o fim de restrições a exportações de petróleo, fertilizantes e insumos em Ormuz.
Apesar de embarcações de países não aliados aos EUA e Israel terem sinal verde para transitar no estreito, mediante o pagamento de pedágio, Ormuz continua bloqueado parcialmente pelo Irã.
De acordo com Teerã, a medida é uma retaliação à guerra iniciada por forças norte-americanas e israelenses no Oriente Médio.
Com as interrupções na rota, o preço do petróleo disparou e chegou a ser comercializado acima da casa dos US$ 100 dólares.
Metrópoles