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ONU anuncia operação para retirar 11 mil marinheiros de Ormuz

Plano prevê escoamento seguro de navios retidos no Estreito de Ormuz durante guerra entre EUA e Irã após acordo de paz provisório


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U.S. Navy via Getty Images

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Após meses de guerra entre Estados Unidos e Irã, a Organização Marítima Internacional (OMI), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou, nesta terça-feira (23/6), uma operação para retirar mais de 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico.

A ação tende a normalizar a circulação de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

Segundo a OMI, o plano será realizado em caráter excepcional porque o volume de embarcações acumuladas durante o conflito tornou inviável a utilização dos mecanismos regulares de controle de tráfego marítimo na região.

"Esta operação de grande escala será realizada em estreita cooperação com Irã, Omã, todos os outros Estados costeiros da região, os Estados Unidos e a indústria marítima", detalhou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, em comunicado.

Conforme a agência da ONU, milhares de tripulantes ficaram presos no Golfo Pérsico durante os meses de conflito, enfrentando restrições de navegação e riscos decorrentes dos ataques registrados na região.

"Após meses de dificuldades e sofrimento para milhares de marinheiros inocentes e impactos negativos para o mundo inteiro, saúdo com profunda satisfação o acordo de paz concluído entre os Estados Unidos e o Irã", declarou Dominguez.

A manobra ocorre após Washington e Teerã assinarem um acordo provisório de paz, que permitiu a reabertura da principal rota marítima para o transporte global de petróleo.

O dirigente também prestou homenagem aos 14 marinheiros que morreram durante a guerra.

"Gostaria de prestar homenagem aos 14 marinheiros inocentes que perderam tragicamente a vida durante este conflito. Sua dedicação ao serviço do comércio global não será esquecida", afirmou.

Reabertura de Ormuz ainda enfrenta restrições

A operação anunciada pela ONU busca desafogar o tráfego acumulado no Estreito de Ormuz, principal rota energética do mundo.

Localizada entre Irã e Omã, a via conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra uma parcela significativa das exportações globais de petróleo e gás natural.

Apesar da reabertura da rota após o acordo de paz, autoridades iranianas informaram que apenas uma quantidade limitada de embarcações poderá atravessar o estreito diariamente.

Segundo Teerã, o número autorizado variará conforme as condições de segurança observadas na região.

Na segunda-feira (22/6), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o estreito estava "totalmente aberto". Já autoridades iranianas mantêm o discurso de que novas restrições poderão ser adotadas.

Mesmo após o cessar-fogo, Washington e Teerã continuam divergindo sobre quem exercerá maior influência sobre o estreito e sobre eventuais taxas de navegação que poderão ser cobradas dos navios que utilizam a rota.

Nesta terça, Irã e Omã anunciaram que estudarão um modelo de administração conjunta para o corredor marítimo, incluindo a possibilidade de cobrança pelos serviços prestados na região.

Metrópoles


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