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Venezuelanos que buscam familiares reclamam da falta de maquinário pesado

Moradores com parentes desaparecidos estão frustrados com a demora nas operações de resgate das vítimas dos terremotos que devastaram partes do país


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Venezuelanos com familiares ainda desaparecidos nos fortes terremotos que abalaram o país na noite de quarta-feira (24) estão pedindo máquinas pesadas para ajudar nas operações de busca e resgate em andamento.

Nas ruínas de um edifício na cidade de Caraballeda, uma mulher chamada Ana Ancheta, cujo parente não foi encontrado, expressou suas frustrações com a falta de máquinas para as equipes separarem as enormes quantidades de destroços.

"Precisamos de máquinas", ela disse à Reuters. "Todos esses detritos são pesados; eles não podem movê-los sozinhos. Simplesmente não conseguem."

O engenheiro industrial Alejandro Serrano, de 33 anos, disse que havia um "forte cheiro de morte" no local do edifício desmoronado. Ele acrescentou que os operadores de máquinas que haviam prometido vir e ajudar a limpar os escombros ainda não apareceram.

Ajuda internacional

Mais de 1.600 socorristas de várias partes do mundo chegaram à Venezuela neste sábado para apoiar as operações de busca e resgate.

Eles chegaram em 17 voos, informou Oliver Blanco, vice-ministro da Venezuela para a Europa e a América do Norte.

"É esperada a chegada de mais 25 voos nas próximas 24 horas. Agradecemos o apoio e a solidariedade da comunidade internacional nestes tempos de incerteza para os venezuelanos", acrescentou Blanco em uma publicação na rede social X.

Equipes de países como México, Estados Unidos, El Salvador, Suíça, Colômbia, Espanha, Equador, Chile, República Dominicana e Panamá juntaram-se às buscas.

CNN Brasil


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