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Número de mortos pelos terremotos na Venezuela chega a 3.685

Não há informações oficiais sobre desaparecidos, com estimativas de diferentes órgãos colocando o possível número entre 10 mil e 50 mil


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O número de mortos após os terremotos gêmeos do último dia 24 na Venezuela subiu a 3.685, divulgou nesta terça-feira (7/7) o regime venezuelano. O número de feridos, segundo balanço anterior, está em 16.740. Não há informações oficiais sobre desaparecidos, com estimativas de diferentes órgãos colocando o possível número entre 10 mil e 50 mil.

O regime disse ainda que 12.800 pessoas estão desabrigadas, isto é, fora de casa e em abrigos públicos, enquanto cerca de 5.000 estão desalojadas - na casa de parentes e amigos ou em hotéis. Mais de 80 abrigos improvisados foram erguidos em Caracas, a capital, e La Guaira, cidade mais atingida pelos tremores.

Especialistas em saúde pública alertam que a situação nestes abrigos é precária. Muitos deles não têm saneamento básico e estão superlotados, o que pode levar a epidemias de doenças evitáveis, como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.

A resposta do regime vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as críticas e afirmou que as operações de busca e resgate continuam. Sem apresentar provas, ela acusou "laboratórios midiáticos" de tentar prejudicar o trabalho das equipes de emergência.

Delcy também descartou, neste domingo, uma eventual "convulsão social" depois dos terremotos. "Não haverá convulsão social, aqui o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo", afirmou durante a celebração do Dia da Independência na Venezuela.

Delcy, que assumiu o poder depois da captura do ditador Nicolás Maduro no começo do ano em uma operação dos Estados Unidos, governa hoje sob tutela do governo Donald Trump. Nesta terça, Washington defendeu a resposta do regime à crise humanitária.

"O governo interino está cooperando totalmente com nossos pedidos para avançar a resposta humanitária massiva", disse à imprensa o encarregado de negócios dos EUA em Caracas, John Barrett. Anteriormente, o diplomata havia dito ter "muita confiança" na capacidade do regime de lidar com a crise.

Na última segunda (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela informou que o organismo havia iniciado a compra de 10 mil sacos para armazenamento de corpos, indicando a expectativa de aumento no número de mortos.

Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para prestar assistência a aproximadamente 500 mil pessoas durante os próximos três meses.

Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já afetava o país. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos necessitavam de algum tipo de assistência humanitária.

Segundo a organização, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar na busca por sobreviventes entre os escombros.

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