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Ucrânia e aliados vão criar escudo contra mísseis balísticos para a Europa

Ucrânia e mais nove países desenvolvem o programa FREYJA, sistema de defesa antimíssil criado para complementar o Patriot a um custo menor


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Reprodução/Redes Sociais/Volodymyr Zelensky

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A Ucrânia e outros nove países europeus anunciaram, nesta segunda-feira (13/7), a criação de uma coalizão para desenvolver um sistema integrado de defesa contra mísseis balísticos na Europa. A iniciativa, batizada de FREYJA, busca fortalecer a capacidade do continente de responder a ameaças cada vez mais frequentes, especialmente diante da intensificação dos ataques russos contra cidades ucranianas.

O anúncio foi feito durante um encontro em Paris que reuniu chefes de Estado e de governo, ministros da Defesa, conselheiros de segurança nacional e representantes da indústria bélica europeia.

Ao fim da reunião, os líderes assinaram a Declaração Conjunta sobre o Estabelecimento da Coalizão Integrada de Mísseis Antibalísticos.

Integram o grupo fundador Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Reino Unido e Ucrânia. Segundo o comunicado conjunto, a coalizão permanecerá aberta à adesão de outros países que compartilhem dos mesmos objetivos.

"O objetivo é construir uma capacidade compartilhada de defesa contra mísseis balísticos para a Europa", afirmaram os países em nota.

O documento destaca que a proteção do continente exige "uma arquitetura integrada de defesa antimísseis" capaz de dissuadir e neutralizar futuras ameaças.

Os governos também ressaltaram que a Ucrânia tem experiência única na área, adquirida ao longo da guerra iniciada com a invasão russa em larga escala em 2022.

Escassez de interceptadores

O anúncio ocorre em meio ao aumento dos ataques russos com mísseis balísticos contra a Ucrânia.

Dados divulgados pela Força Aérea ucraniana mostram que o país enfrenta uma grave escassez de interceptadores.

No último dia 6, por exemplo, as forças de defesa não conseguiram derrubar nenhum dos 23 mísseis balísticos lançados pela Rússia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última semana, durante a cúpula da Otan, que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir de forma independente mísseis destinados ao sistema de defesa aérea Patriot.

Sistema europeu

Durante o evento, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Europa precisa desenvolver uma capacidade própria de defesa antimísseis diante do aumento das ameaças balísticas.

"Estamos agora finalizando o projeto. É importante que unamos forças. Hoje, em nível de liderança, é fundamental confirmar politicamente que o FREYJA é o nosso projeto comum", declarou.

Segundo Zelensky, o mundo enfrenta uma escassez de sistemas capazes de interceptar mísseis balísticos. Enquanto os Estados Unidos ampliam a produção dos interceptadores do sistema Patriot, a Europa tenta expandir a fabricação dos sistemas SAMP/T, IRIS-T e NASAMS, mas a demanda continua superior à capacidade de produção.

O presidente ucraniano afirmou ainda que a Rússia intensificou o uso desse tipo de armamento para atingir cidades ucranianas.

"A Rússia está fazendo sua aposta final em ataques com mísseis balísticos contra cidades e vilarejos para quebrar nosso povo e impedir que a Ucrânia se defenda", disse. Zelensky também citou a cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte e afirmou que ela contribuiu para o aprimoramento dos mísseis norte-coreanos.

O líder ucraniano declarou esperar que o programa FREYJA esteja em pleno funcionamento nos próximos 12 meses.

Metrópoles


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