Carabinieri De Milano Via Efe-Epa/Reprodução Instagram/@Iammadeleinemccann
Christian Brueckner, principal suspeito do desaparecimento da britânica Madeleine McCann, passou a ser alvo de uma nova investigação na Alemanha. Desta vez, ele é acusado de agredir dois policiais durante uma abordagem na cidade de Kiel, no norte do país.
O caso foi revelado pelo jornal alemão Der Spiegel e repercutido pelo New York Post. Segundo as publicações, o episódio ocorreu em 6 de junho, quando Brueckner, de 49 anos, teria se envolvido em um confronto com agentes em frente a um estabelecimento comercial.
De acordo com a polícia, Brueckner fotografou os dois policiais sem autorização e, ao ser solicitado a entregar o celular, recusou-se a cumprir a ordem. Durante a abordagem, houve resistência e agressão física contra os agentes. Um dos policiais sofreu uma lesão no joelho. Além da investigação por agressão e resistência à ação policial, Brueckner também responde por suspeita de registrar imagens dos agentes sem autorização.
Em nota, um porta-voz da polícia afirmou que "durante a abordagem policial, ocorreu uma agressão física ou um ato de resistência contra os agentes da lei". A defesa de Brueckner nega irregularidades. O advogado Philipp Marquort alegou que as fotos foram tiradas a mais de 40 metros de distância e classificou a investigação como "uma perseguição a pessoas inocentes".
Brueckner é apontado pelas autoridades alemãs como o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, ocorrido em 3 de maio de 2007, quando a menina britânica tinha três anos. Ela desapareceu do apartamento onde dormia com os irmãos durante férias da família no resort Ocean Club, na Praia da Luz, no Algarve, sul de Portugal, enquanto os pais jantavam em um restaurante próximo.
O caso mobilizou investigações em diversos países e se tornou um dos desaparecimentos infantis de maior repercussão da história. Em 2020, promotores da Alemanha anunciaram que Brueckner era o principal suspeito e passaram a tratar Madeleine como presumivelmente morta, embora o corpo da menina nunca tenha sido encontrado e nenhuma acusação formal de homicídio tenha sido apresentada contra ele no caso.
Na época do desaparecimento, Brueckner vivia na região do Algarve e tinha um extenso histórico criminal, incluindo condenações por abuso sexual de crianças, tráfico de drogas e estupro.
D24am