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VÍDEO: Membro de facção é preso depois de furar o sinal vermelho

Motoqueiro foi abordado depois de furar o sinal vermelho, e confessou portar uma pistola .40 na cintura para se proteger de facção rival


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O que seria mais um flagrante de trânsito terminou na prisão de um integrante de facção criminosa. Na noite de quinta-feira (24), uma abordagem que começou como rotineira no bairro Igarapé, em Porto Velho, terminou com a prisão de um homem de 34 anos — e os detalhes revelados ao longo da ocorrência indicam que ele não é um cidadão comum.

W. M. A., 34 anos, foi preso em flagrante por portar uma pistola calibre .40 com numeração raspada. Mas o que chama a atenção no boletim de ocorrência é a conclusão inevitável: ao dizer que carregava a arma "para se proteger de membros de facção rival", o próprio suspeito admitiu, ainda que indiretamente, pertencer a um grupo criminoso.

Uma fuga de sinal que deu em nada

A ocorrência foi registrada pela Força Tática 01 do 5º Batalhão da PM, por volta das 17h40, no cruzamento da Rua Daniela com a Rua Calama. A guarnição — composta pelo Tenente PM Caciano, 1º Sargento PM Leonilson, 3º Sargento PM Lima e Cabo PM Almeida — fazia patrulhamento preventivo quando viu um homem numa motocicleta da marca Shineray.

Ao perceber a viatura, W. M. A. avançou o sinal vermelho e tentou fugir. Foi alcançado na Rua Francisco Barros.

Estou com uma arma na cintura

Os policiais ordenaram que ele descesse da moto, colocasse as mãos na cabeça e ficasse de costas. Foi quando aconteceu o inesperado: antes mesmo de qualquer revista, o suspeito disse, espontaneamente, que estava armado.

Na cintura dele, uma pistola G2C calibre .40 — com a numeração totalmente raspada. Crime gravíssimo previsto no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, com pena de 4 a 12 anos.

"Comprei há um ano para me proteger de facção rival"

Questionado, W. M. A. disse que adquiriu a arma há aproximadamente um ano. E justificou: precisava dela porque sofreria ameaças de membros de facção criminosa rival.

A declaração, por si só, escancara o óbvio: se ele é alvo de facção rival, é porque integra um outro grupo criminoso. O que poderia ser uma prisão comum por porte ilegal de arma se transforma, com essa fala, na confirmação de um envolvimento mais profundo com o crime organizado.

Munições em casa e o relato do irmão

O suspeito ainda informou à PM que em sua residência, no bairro Ronaldo Aragão, haveria mais munições. Uma equipe da Operação Força Total 02 foi ao local, onde o irmão dele, G. M. A., franqueou voluntariamente a entrada.

No guarda-roupas de W. M. A., os policiais encontraram seis munições calibre 9mm, uma munição calibre .380 e um simulacro de arma de fogo.

O irmão ainda completou o cenário: disse à polícia que W. M. A. já estaria "na vida errada" há algum tempo, que já foi preso anteriormente por associação para o tráfico e que não concorda com as condutas adotadas por ele.

W. M. A. foi apresentado na Central de Polícia e permanece à disposição da Justiça. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestações.


Portal SGC


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