Julgamento durou 20 horas e terminou às 3 da madrugada; executor do crime já está morto
O assassinato do dentista Clei Bagattini, executado a tiros dentro do próprio consultório em julho de 2024, enfim teve um desfecho na Justiça. Após 20 horas de julgamento, um casal foi condenado nesta semana em Vilhena. Mas a principal peça do quebra-cabeça continua faltando: quem encomendou o crime.
Raqueline Leme Machado e o namorado, Maikon Sega Araújo, somam 29 anos e 4 meses de prisão. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri no Fórum desembargador Leal Fagundes, com o veredito sendo anunciado por volta das 3h da madrugada.
Penas diferentes: um regime fechado, outro semiaberto
O casal foi condenado pelo homicídio do dentista, mas com pesos distintos na sentença:
- Maikon Sega de Araújo pegou 23 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado.
- Raqueline Leme Machado foi sentenciada a 6 anos de prisão em regime semiaberto, como partícipe do crime.
Raqueline ainda pode recorrer da pena em liberdade e, enquanto isso, permanecerá sob monitoramento eletrônico com tornozeleira.
O autor dos disparos — Maicon da Silva Raimundo, apelidado de "Lázaro de Rondônia" — não chegou a ser julgado. Ele foi morto pela polícia após um confronto em Juína (MT), cidade que faz divisa com Rondônia, de acordo com o relato oficial.
Crime foi encomendado, mas mandante segue desconhecido
De acordo com as investigações conduzidas à época, o delegado Mayckon Pereira afirmou, em coletiva de imprensa, que não havia dúvidas de que o assassinato foi encomendado. As apurações apontaram para a existência de uma organização criminosa especializada em "pistolagem" — o crime de matar por encomenda.
No entanto, a identidade de quem mandou executar o dentista permanece um mistério. O processo não revelou o mandante, e ninguém foi denunciado nessa condição até o momento.
Papel de cada um no esquema
Segundo as investigações:
- Maikon Sega Araújo, que já tinha prisão decretada pela Justiça por outros crimes, teria fornecido apoio logístico para a fuga do executor, o "Lázaro".
- Raqueline Leme Machado foi indiciada como partícipe do crime, sem detalhamento público de sua função exata no esquema.
Com a condenação do casal, a Justiça puniu aqueles que participaram diretamente da execução e da logística do crime, mesmo que a identidade do mandante permaneça desconhecida.
A reportagem segue acompanhando o desdobramento do caso e eventuais novas fases da investigação. O espaço para manifestação da defesa dos condenados permanece aberto.
Portal SGC