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‘Não tem lugar para eu não entrar’, disse ‘pastor da favela’ antes de ser morto

O pastor também reforçou a crença na proteção divina e na atuação em áreas consideradas de risco


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Reprodução/redes sociais

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Um vídeo publicado nas redes sociais pelo pastor Rick Andrade da Silva, de 39 anos, há duas semanas voltou a circular após a execução dele a tiros na Avenida Jequitaia, no bairro da Calçada, em Salvador. Nas imagens, gravadas antes do crime, o líder religioso fala sobre fé, violência e afirma não haver lugar na cidade onde deixasse de atuar.

Na gravação, Rick cita ensinamentos religiosos e faz referência ao cenário de violência. "Tem gente que bate no peito e diz: ‘Eu mato, pistoleiro, porto arma’. Irmão, a gente fala: vida e morte estão na mão de Jesus", falou ele, respondendo um comentário que diz que ele é ‘de Deus’ e já teria sido alvo de violência caso não fosse.

O pastor também reforçou a crença na proteção divina e na atuação em áreas consideradas de risco. "Então, eu acredito no poder de Deus, pai. Então qualquer um aí que se bate para cima, se Deus estiver na vida do homem, da mulher, pai, vai tombar, vai infartar ou ‘endemoniar’", afirma.

"Não tem lugar para eu não entrar porque Deus não pede permissão a demônio para entrar em lugar nenhum", completou o pastor. Rick Andrade foi morto a tiros após ser surpreendido por disparos na região da Calçada. Ele liderava um ministério religioso, produzia conteúdos de pregação nas redes sociais e reunia mais de 18 mil seguidores.

Além da atuação como pastor, trabalhava como vigilante em Lauro de Freitas. Os vídeos publicados por ele mostravam pregações em igrejas e também em espaços públicos, inclusive em comunidades da capital baiana.

Em algumas postagens, utilizava expressões como "culto na favela" para descrever as ações religiosas realizadas nas ruas. Após a morte, seguidores passaram a compartilhar o conteúdo e lamentar o crime. A execução é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, a polícia não confirmou se há identificação ou prisão de suspeitos.

Correio24h


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