Brasil - A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o atentado que deixou um morto e feriu o vereador Cabo Deyvison (PL) na noite desta segunda-feira (15), em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo o delegado Renato Oliveira, os criminosos utilizaram um fuzil calibre 5.56, considerado um armamento de alto poder destrutivo e frequentemente associado a ações de grupos criminosos.
A declaração foi dada após os trabalhos de perícia realizados no local do atentado, ocorrido em frente à UPA do Alto de São Manoel. De acordo com o delegado, um carregador de fuzil foi encontrado na cena do crime, reforçando a suspeita sobre a arma utilizada pelos atiradores.
"Foi um ataque de fuzil. Foi deixado para trás um carregador de fuzil 5.56, arma de guerra", afirmou Renato Oliveira.
O atentado aconteceu enquanto o vereador realizava uma fiscalização na unidade de saúde. Durante a ação criminosa, vários disparos foram efetuados contra o grupo que acompanhava o parlamentar.
O assessor Alyson Diego de Oliveira Morais foi atingido na cabeça. Ele chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Já Cabo Deyvison foi baleado nas pernas. Após ser socorrido na própria UPA, ele foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde permanece sob observação médica e com quadro considerado estável.
Outro detalhe que pode ajudar nas investigações é a localização do veículo utilizado pelos criminosos. O carro foi encontrado abandonado pouco tempo após o atentado, na mesma região onde ocorreu o ataque.
Agora, o automóvel será submetido à perícia técnica. A expectativa da polícia é encontrar vestígios que possam levar à identificação dos autores do crime e esclarecer como a emboscada foi planejada.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para identificar os envolvidos e descobrir a motivação do atentado que chocou a população de Mossoró.
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