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Homem é preso após dopar, espancar e estuprar jovem que ficou cinco dias em coma

Vítima teve lesão cerebral e sofreu graves sequelas


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Divulgação/Polícia Civil

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Um homem acusado de dopar, espancar, estuprar e tentar matar uma jovem de 19 anos foi preso após se apresentar voluntariamente à Polícia Civil na sexta-feira (10), em Taquarana, no interior de Alagoas. A prisão ocorreu quase um ano e sete meses após o crime.

O suspeito, identificado como Victor Bruno da Silva, compareceu à delegacia acompanhado da defesa, que informou que a apresentação teve como objetivo permitir que ele fosse ouvido pela Justiça. Os advogados afirmam que o acusado confia no processo judicial e nega as acusações.

O caso ocorreu em 6 de dezembro de 2024, em uma chácara na zona rural de Coité do Nóia. Segundo denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), a jovem Maria Daniela Ferreira, então com 19 anos, foi sedada, espancada e estuprada.

A vítima sofreu lesão cerebral provocada pela falta de oxigênio e permaneceu 19 dias internada, sendo cinco deles em coma. Ela ficou com graves sequelas em decorrência das agressões.

As investigações apontaram a presença de substâncias com efeito sedativo no organismo da jovem. Além disso, o exame de corpo de delito identificou lesões compatíveis com violência sexual mediante força física. Com base nas provas reunidas, o Ministério Público denunciou Victor Bruno por estupro de vulnerável.

A advogada da vítima afirmou que a prisão representa apenas uma etapa do caso e defendeu o aprofundamento das investigações. Segundo ela, Maria Daniela contou ao Uol que havia outros homens no local no dia do crime, que ainda não foram identificados. A defesa da jovem também pretende solicitar ao Ministério Público a inclusão da vítima e de seus familiares no programa de proteção a testemunhas.

Já a defesa do acusado sustenta que a relação sexual foi consensual, questiona a investigação e afirma que não foram encontrados vestígios de sêmen do suspeito nos exames periciais. Os advogados pedem a reabertura do inquérito e dizem que o caso deve ser analisado com base nas provas produzidas no processo.



Correio 24h


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