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Homem que chutou filha já havia agredido com pedaço de madeira

Os crimes ocorreram entre os meses de junho e julho deste ano, na residência da família


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Reprodução/redes sociais

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O mesmo homem que foi flagrado chutando a própria filha de três anos foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por tortura e lesão corporal qualificada após fazer os filhos ajoelharem sobre tampas de garrafas e grãos. O homem também agrediu o filho de cinco anos com um pedaço de madeira. Ele atingiu o rosto da criança.

O homem obrigou os filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafa pet e grãos de pipoca e feijão. O órgão também destaca que a ação tinha objetivo de provocar intenso sofrimento físico e mental.

"Além de causar "dor acentuada", o ato "possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças, que se encontram em fase de desenvolvimento físico e emocional, com reduzida capacidade de compreensão e resistência a esse tipo de violência. A situação é agravada pelo fato de os atos terem sido praticados pelo próprio pai, figura que deveria assegurar proteção e cuidado aos filhos", disse o Ministério Público do Paraná.

Os crimes ocorreram entre os meses de junho e julho deste ano, na residência da família. A denúncia foi protocolada na terça-feira (21/7) pela promotora Silvia Skaetta Donatti, da 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão.

Chute não foi a primeira agressão 

O flagrante do homem chutando o rosto da filha de três anos foi o terceiro caso denunciado. As imagens mostram o momento em que ele se vira e chuta a menina na altura da cabeça, e a criança cai.

Um vídeo também mostra uma testemunha questionando o homem logo após a agressão. Não é possível saber o que foi dito, mas a criança se levanta e o grupo segue caminhando.

O homem já tinha sido indiciado pelo crime contra a filha. Ele responde por tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica.

Ele permanece preso na 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão. Segundo a polícia, familiares e a mãe das crianças tiveram medidas protetivas deferidas pela Justiça.

A Promotoria de Justiça também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do denunciado. Como não houve a identificação do indivíduo, a reportagem não conseguiu buscar manifestação de sua defesa.

O tempo


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